Sete investigados pelo assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz em São Paulo
O número de pessoas investigadas pelo assassinato do ex-delegado-geral de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, subiu para sete. Três suspeitos foram presos e quatro permanecem foragidos.
Nesta manhã de sábado (20), a Justiça expediu um mandado de prisão temporária de 30 dias contra Willian Silva Marques, proprietário do imóvel em Praia Grande que teria sido usado pela quadrilha por alguns dias, possivelmente para planejar o crime.
No local, a perícia identificou 41 amostras de material genético, incluindo impressões digitais do dono do imóvel e de seu irmão, que é policial militar. A polícia chegou até essa casa após depoimento de Dahesly Oliveira Pires, presa preventivamente por suspeita de participação no caso, que confessou ter buscado um fuzil para os criminosos na residência em Praia Grande.
Durante a madrugada, Rafael Marcel Dias Simões, conhecido como Jaguar, se entregou à polícia de São Vicente. Ele teve a prisão temporária decretada na noite anterior. Segundo as autoridades, Jaguar é membro do PCC e teria participação direta no crime. A expectativa é que ele passe por exame de corpo de delito e audiência de custódia ainda neste sábado, mas a polícia não informou se a prisão preventiva será cumprida no litoral ou em São Paulo, onde estão os demais suspeitos.
Além de Dahesly, Luiz Henrique Santos Batista, apelidado de Fofão, também está preso em São Vicente, no litoral paulista. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, ele atuou na logística da execução.
No celular de Luiz Henrique foram encontradas mensagens que mencionam a participação de Jaguar no assassinato. A polícia ainda procura três outros suspeitos, cujas prisões foram decretadas esta semana, que teriam dado suporte aos atiradores ainda não identificados.
A investigação trabalha com duas linhas principais: que o crime foi motivado por vingança do PCC contra o delegado, que investigou essa facção por mais de vinte anos e era jurado de morte; ou como represália à atuação de Ruy Ferraz Fontes na prefeitura de Praia Grande, onde exercia o cargo de secretário de administração.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que não há mais dúvidas sobre o envolvimento do crime organizado na execução.
A Polícia Civil comunicou que o corpo de Erlan Oliveira de Araújo, conhecido como “Orelha”, foi encontrado no bairro de Paciência, suspeitando que sua morte seja uma retaliação devido à alta repercussão do caso.
Créditos: cbn