Justiça decreta prisão de dono da casa usada por assassinos de delegado em Praia Grande
Na manhã de hoje, a Justiça decretou a prisão do motorista Willians da Silva Marques, 36 anos, proprietário da casa no Jardim Imperador, em Praia Grande, Baixada Santista, utilizada por uma quadrilha envolvida no assassinato do delegado Ruy Ferraz Fontes.
De acordo com o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Marques está foragido e a prisão foi requerida porque ele se recusou a informar para quem havia alugado a residência, além de ter prometido se apresentar à Polícia Civil, o que não cumpriu.
Marques é irmão de um policial militar que foi ouvido ontem pelo DHPP e pela Corregedoria da corporação, tendo entregue seu telefone celular. O DHPP descartou qualquer envolvimento do PM na morte de Ruy Ferraz Fontes.
Até o momento, o DHPP identificou sete envolvidos no crime, com três já presos: Dahesly Oliveira Pires, 25 anos, acusada de transportar um fuzil de Praia Grande até Diadema, Grande São Paulo; Luiz Henrique Batista, 43 anos, conhecido como Fofão; e Rafael Marcell Dias Simões, 42 anos, apelidado Jaguar.
Fofão admitiu ter dado fuga para Jaguar após o assassinato do delegado e foi preso ontem pela manhã. Jaguar se apresentou hoje alegando inocência. Ambos são apontados como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), com histórico criminal, incluindo condenação de Jaguar a 23 anos por sequestro e diversas prisões relacionadas à organização criminosa.
Outros três suspeitos continuam foragidos: Felipe Avelino da Silva, o Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, que tiveram suas impressões digitais encontradas em um Jeep Renegade furtado e usado na fuga dos assassinos do delegado.
Luiz Antonio Rodrigues de Miranda é acusado de pagar R$ 1.500 para que Dahesly buscasse o fuzil. Buscas em seu endereço revelaram que um Toyota Hilux escuro, semelhante ao veículo usado no crime, ficou alguns dias estacionado em frente à sua casa.
Créditos: UOL