Internacional
23:02

Trump alerta que Venezuela pagará caro se não aceitar prisioneiros e pacientes psiquiátricos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no sábado (20) que a Venezuela enfrentará um “preço incalculável” caso se recuse a aceitar de volta venezuelanos que estão presos ou internados em hospitais psiquiátricos nos EUA.

Em publicação na rede Truth Social, Trump pediu que a Venezuela aceite imediatamente todos os prisioneiros e pessoas em instituições de saúde mental, incluindo os internados considerados os piores em hospitais psiquiátricos, que segundo ele foram forçados pela liderança venezuelana a vir para os Estados Unidos.

Ele afirmou que milhares foram gravemente feridos ou mortos por esses “monstros” e exigiu que esses indivíduos sejam retirados do território americano, alertando para consequências sem medida caso isso não ocorra. O regime de Nicolás Maduro ainda não comentou as declarações.

Desde sua campanha presidencial, Trump vem acusando que governos anteriores, principalmente sob Joe Biden (2021-2025), permitiram que criminosos e pessoas com problemas de saúde mental fossem enviados deliberadamente aos EUA.

Em outubro de 2023, durante um comício em New Hampshire, ele afirmou que os democratas permitiram a entrada de cerca de 15 milhões de pessoas, incluindo indivíduos oriundos de prisões e instituições psiquiátricas.

Nas eleições de 2024, em debate realizado pela CNN, Trump reforçou essa acusação, dizendo que a administração Biden abriu a fronteira para pessoas com histórico criminal, problemas mentais e potencialmente terroristas.

A fala de Trump ocorre em meio a tensões entre Estados Unidos e Venezuela. No final de agosto, Washington enviou oito navios de guerra e um submarino nuclear para o Mar do Caribe perto da Venezuela, alegando combater o tráfico de drogas, medida contestada por Caracas, que interpreta como pretexto para intervenção militar.

Desde então, os EUA realizaram ataques a pelo menos quatro embarcações suspeitas de tráfico de drogas na região. Em retaliação, o governo de Maduro tem intensificado operações militares e a retórica de confronto.

Créditos: Gazeta do Povo

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