Plano dos EUA para Gaza prevê governo de transição e criação do Estado Palestino
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), junto ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud), realizou sua quarta reunião na Casa Branca na segunda-feira (29.set.2025) para discutir o fim da guerra em Gaza. Dessa vez, o encontro resultou em um plano estruturado, apoiado por países da região, para encerrar o conflito e estabelecer a paz no Oriente Médio.
O plano apresentado prevê a criação do Estado Palestino, conforme o desejo da população local, nações árabes e países ocidentais. Este avanço ocorreu durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, quando houve o anúncio do reconhecimento do Estado Palestino. Porém, o acordo estabelece diversas condições e não define um prazo para sua conclusão.
O único prazo mencionado no acordo é para a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas. Os EUA exigem que todos os estrangeiros vivos sejam libertados e que os corpos dos mortos em cativeiro sejam entregues no prazo de 72 horas após o aval oficial do plano de paz pelo governo de Israel. Posteriormente, as etapas serão cumpridas com a aprovação do futuro governo de transição.
Um dos pontos centrais do acordo é a criação de um “comitê de paz” liderado por Trump, que supervisionará o governo de transição. Até o momento, apenas o ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair (Partido Trabalhista), teve sua participação confirmada. A Casa Branca informou que outros chefes de Estado e de governo serão anunciados posteriormente.
Sobre os membros do Hamas, a proposta prevê anistia para aqueles que aceitarem a paz e a convivência pacífica junto ao Estado de Israel. Os que aderirem poderão escolher permanecer em Gaza ou deixar o enclave em segurança. A desmilitarização do grupo extremista ficará sob o controle de países árabes.
Se o Hamas rejeitar as condições, os EUA implementarão o plano apenas em áreas consideradas seguras, atualmente sob controle das Forças de Defesa de Israel. Independentemente do posicionamento do grupo extremista, as Forças de Defesa de Israel deixarão gradualmente o território conforme forem sendo alcançadas metas estabelecidas pelo governo transitório e pelo comitê de paz.
O plano trata da região como “Nova Gaza”, embora não tenha sido confirmado um novo nome para o local. Segundo os EUA, a região será revitalizada com um plano de reenergização e a criação de uma zona econômica especial com tarifas preferenciais.
Todo o processo, que pode culminar na criação do Estado Palestino, será coordenado por uma Força Internacional de Estabilização (ISF), formada pelos EUA, nações árabes como Arábia Saudita e Qatar, e outros parceiros internacionais não divulgados.
De acordo com a Casa Branca, “À medida que o redesenvolvimento de Gaza avança, as condições podem ser reunidas para um caminho confiável rumo à autodeterminação e criação de um Estado palestino. Os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e palestinos para um acordo sobre um horizonte político para coexistência pacífica e próspera”.
Créditos: Poder360