EUA e Israel anunciam plano de paz para Gaza com apoio internacional e pressão sobre Hamas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgaram um plano de paz para a Faixa de Gaza. O grupo Hamas informou que está analisando os termos da proposta.
Esta foi a quarta visita de Netanyahu aos EUA desde a posse de Trump na Casa Branca. Netanyahu enfrentava pressão interna, com protestos em Israel pedindo que aceite um acordo para libertar os reféns. Na esfera internacional, durante a semana da Assembleia-Geral da ONU, dez países, incluindo França, Reino Unido, Canadá e Austrália, reconheceram o Estado da Palestina.
Trump intensificou a pressão, mostrando apoio a uma proposta de paz apresentada pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair. Após a reunião com Netanyahu no Salão Oval, a Casa Branca divulgou o plano para pôr fim ao conflito.
Segundo Trump, Netanyahu concordou com o plano, que conta com participação de países árabes e europeus. A proposta inclui a criação de um Conselho da Paz liderado por Trump, com a participação de Tony Blair e outros líderes mundiais. Com o avanço do plano, as tropas israelenses começam a se retirar gradualmente de Gaza.
O plano prevê também a entrada massiva de ajuda humanitária, investimentos para reconstrução e discussões para a formação de um Estado palestino, condicionadas a reformas na Autoridade Palestina, que administra a Cisjordânia.
O Hamas será excluído do futuro cenário político de Gaza. Trump afirmou que, caso o grupo recuse a proposta, Israel terá total apoio para eliminá-lo.
Netanyahu agradeceu Trump, chamando-o do maior amigo que Israel já teve na Casa Branca, e declarou que naquele dia estavam dando um passo decisivo para acabar com o conflito. Ele reafirmou seu apoio ao plano e avisou que, se o Hamas rejeitar o acordo, Israel concluirá a missão.
Representantes do Catar e do Egito, que atuam como mediadores, repassaram a proposta para os negociadores do Hamas, que afirmaram que irão avaliar a oferta.
A Autoridade Palestina manifestou apoio ao plano de Trump, assim como Itália, França e Reino Unido. Países árabes como Arábia Saudita, Jordânia, Emirados Árabes Unidos, Egito e Catar, em comunicado conjunto, disseram estar prontos para apoiar a implementação do acordo.
Créditos: G1 Jornal Nacional