Internacional
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Trump apresenta plano realista para Gaza com governança tecnocrata e soltura de reféns

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs um novo plano para o conflito em Gaza que descarta a ideia anterior de limpeza étnica e sugere a administração do território por tecnocratas, sem anexação por Israel.

Segundo a proposta, todos os reféns que ainda estão vivos, cerca de 20 pessoas, seriam liberados em troca da soltura de centenas de prisioneiros palestinos detidos em Israel. Além disso, membros do Hamas que concordarem em desarmar-se seriam anistiados. Forças internacionais seriam responsáveis pela segurança no local e pelo treinamento das forças policiais palestinas.

Este plano representa uma mudança significativa na postura de Trump, que meses atrás sugeriu que a população palestina seria realocada para países vizinhos, ideia rejeitada tanto pelo Egito quanto pela Jordânia. Agora, ele afirma que Gaza não será anexada e que ninguém será expulso.

Apesar do pragmatismo da proposta, ela enfrenta resistência, principalmente do primeiro-ministro israelense Netanyahu e dos setores mais radicais de sua coalizão. Netanyahu, embora tenha sinalizado aceitação, pretende manter uma zona-tampão sob controle israelense dentro de Gaza e a retirada das tropas não seria imediata. O papel da Autoridade Nacional Palestina neste novo cenário ainda não foi esclarecido.

A mudança de Trump resulta de conversas com líderes do mundo árabe, com quem mantém boas relações. O premier israelense, isolado internacionalmente e dependente do apoio americano, enfrenta riscos políticos significativos, incluindo crises internas e investigações por corrupção.

Ainda é incerta a reação do Hamas ao plano, assim como a dos grupos radicais dentro do governo de Netanyahu, que podem considerar a proposta uma rendição. Trump alertou que, caso o Hamas recuse a oferta, Israel poderá “terminar o serviço”.

Apesar dos desafios, o anúncio do plano gera expectativa por ser um passo pragmático na busca pela coexistência pacífica entre israelenses e palestinos. Enquanto isso, a situação humanitária em Gaza permanece crítica, com uma comissão internacional de inquérito da ONU classificando os acontecimentos como genocídio, acusação negada por Israel. Os reféns israelenses também aguardam retorno após dois anos em cativeiro.

Créditos: O Globo

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