Clubes de São Paulo suspendem venda de bebidas após intoxicações por metanol
O Sindiclubes de São Paulo recomendou a suspensão temporária da venda de bebidas destiladas em seus associados.
A medida é preventiva e foi tomada após recentes casos de intoxicação por metanol em bebidas adulteradas.
Essa orientação vale para todos os clubes filiados, mas a decisão pela suspensão cabe a cada instituição.
Entre os clubes que seguiram a recomendação estão o Esporte Clube Pinheiros, Esporte Clube Sírio, Clube Hebraica, Clube Athletico Paulistano, São Paulo, Palmeiras e Ipê Clube.
O Sindiclubes, que representa associações e clubes sociais do estado, comunicou que a ação visa proteger a saúde dos frequentadores e preservar a integridade das instituições.
A entidade ressaltou que a medida busca reduzir riscos à saúde dos consumidores e proteger a imagem dos clubes.
“Essa decisão visa proteger tanto os consumidores quanto a reputação de nossos clubes, demonstrando cuidado e responsabilidade diante de uma questão de tamanha gravidade”, afirmou a diretoria da entidade.
De segunda a terça-feira (29 e 30 de setembro), mais de 800 garrafas de bebidas alcoólicas foram apreendidas em fiscalizações na capital paulista, segundo a Secretaria da Segurança Pública.
Essas apreensões foram motivadas pela suspeita de venda de bebidas falsificadas e adulteradas com metanol. Em São Paulo, já foram registrados pelo menos 22 casos de intoxicação por metanol, entre suspeitos e confirmados.
O governador Tarcísio de Freitas informou que há cinco mortes relacionadas ao consumo de metanol: uma confirmada e outras quatro em investigação.
Os produtos apreendidos estão sendo analisados pelo Instituto de Criminalística da Polícia Técnico-Científica, enquanto os responsáveis pelos locais prestaram depoimentos no Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania.
Na região metropolitana, em Mogi das Cruzes, a polícia recolheu 80 garrafas suspeitas em uma adega, cujos proprietários estão sob investigação.
Em Americana, operação do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) resultou na detenção de duas pessoas e na apreensão de mais de 17,7 mil bebidas.
Quatro casos suspeitos na capital paulista estão sob investigação nos 16º, 48º, 57º e 78º Distritos Policiais, além de quatro casos avaliados na Grande São Paulo e interior, nos municípios de Itu, São Bernardo do Campo e Itapecerica da Serra.
Na terça-feira (30), a Polícia Civil interditou o bar Ministrão, na Alameda Lorena, bairro dos Jardins, Zona Oeste de São Paulo. Uma mulher de 43 anos consumiu bebida no local que a deixou cega.
Esta foi a primeira interdição relacionada às operações contra a venda de bebidas falsificadas ilícitas contendo metanol na capital. A ação contou com as vigilâncias sanitárias municipal e estadual, Procon e Polícia Civil.
O bar, frequentado por trabalhadores da região e que serve refeições, foi interditado por apresentar risco iminente à saúde pública.
De acordo com Manoel Bernardes de Lara, diretor do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, a interdição foi preventiva, pois o estabelecimento está diretamente associado a casos suspeitos de intoxicação por bebidas contaminadas.
Posteriormente, os bares Torres, na Mooca, Zona Leste, e outro estabelecimento em São Bernardo do Campo também foram interditados, sendo que o nome deste último não foi divulgado.
Na segunda-feira (29), uma força-tarefa fiscalizou bares na capital e Grande São Paulo após confirmações de mortes e casos suspeitos por intoxicação com metanol. No Ministrão, foram apreendidas mais de 100 garrafas de bebidas destiladas.
Créditos: g1