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17:08

Entenda o shutdown do governo dos EUA e seus impactos na paralisação

Os Estados Unidos entraram em paralisação nesta quarta-feira (1º), após o Congresso não aprovar a proposta orçamentária do governo de Donald Trump. Isso resultou na interrupção de diversos serviços públicos.

O termo “shutdown” (em inglês, paralisação) entrou em vigor nesta manhã. A seguir, destacamos o que permanece aberto e o que foi fechado durante a paralisação.

O Monumento a Washington, uma das principais atrações turísticas na capital Washington D.C., está fechado até segunda ordem, conforme comunicado do Serviço Nacional de Parques dos EUA, entidade responsável pela administração do local.

Partes de Washington D.C. apresentaram ruas desertas nesta quarta, segundo a agência Reuters.

Enquanto isso, a Estátua da Liberdade, localizada em Nova York, continuava aberta até a última atualização, embora sob risco de fechamento. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, informou ao jornal New York Post que não usará recursos estaduais para manter a atração aberta caso o financiamento acabe, sem especificar até quando ela permanecerá acessível.

A Estátua da Liberdade é administrada pelo Serviço Nacional de Parques e recebeu mais de 3,7 milhões de visitantes em 2024.

A Instituição Smithsonian, que gerencia uma rede de museus, centros de pesquisa e o Zoológico Nacional em Washington, D.C., manteve as operações pelo menos até segunda-feira (6).

A Ilha Ellis, em Nova York, onde funciona o Museu da Imigração dos EUA, deve ser fechada para visitantes nesta quarta, conforme notícia da Reuters.

Até o momento da última atualização, o Serviço Nacional de Parques não havia informado se fecharia seus mais de 400 parques e locais abertos à visitação espalhados pelo país. Na tarde de terça-feira, autoridades indicaram que planos de contingência estavam sendo atualizados e seriam divulgados no site oficial do órgão, o que ainda não ocorreu.

Durante a paralisação de 35 dias no primeiro mandato de Trump, muitos parques nacionais, como Yellowstone e Yosemite, permaneceram abertos. Porém, a falta de funcionários ocasionou vandalismos, portões arrombados e outras dificuldades.

O diretor de orçamento da Casa Branca, Russ Vought, anunciou que aproximadamente US$ 18 bilhões (R$ 95,8 bilhões) destinados a projetos importantes em Nova York foram bloqueados devido ao shutdown, como um túnel sob o rio Hudson e a expansão do metrô na 2ª Avenida.

A secretária de Segurança Interna dos EUA, Kristi Noem, declarou que agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) continuarão trabalhando durante a paralisação.

No entanto, o DHS colocou mais de 14 mil funcionários em licença por causa do shutdown, num total de cerca de 272 mil empregados.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) colocará cerca de 41% de seus quase 80 mil funcionários em licença, segundo um plano divulgado.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), baseados em Atlanta, seguirão monitorando surtos, mas pesquisas e atividades de prevenção serão suspensas.

Pesquisas e atendimentos realizados pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) também serão afetados, operando com limitações.

A Food and Drug Administration (FDA) continuará funcionando, mas com diversas atividades postergadas ou suspensas, afetando significativamente sua capacidade de proteger a saúde pública.

A Administração Federal de Aviação (FAA) enviará 11 mil funcionários para casa. Durante a paralisação, 13 mil controladores de tráfego aéreo continuarão trabalhando sem receber salário. Já antes do shutdown, a FAA enfrentava déficit de cerca de 3.800 controladores.

Para os cidadãos, algumas funções permanecerão operando, como o pagamento de aposentadorias, benefícios de invalidez e programas de saúde.

No âmbito da segurança, agentes do FBI, da Guarda Nacional e outras forças federais continuarão atuando, assim como patrulhas de fronteira e a fiscalização da imigração.

A paralisação pode atrasar a divulgação de dados econômicos importantes, impactando políticas públicas e investidores, além de restringir empréstimos e serviços para pequenas empresas.

O principal impasse entre democratas e republicanos está relacionado à Saúde. Os democratas exigem que o orçamento inclua a extensão de programas de assistência médica que expirariam em breve, enquanto os republicanos, liderados por Trump, defendem que saúde e orçamento sejam tratados separadamente.

Com o bloqueio orçamentário, milhares de servidores federais serão colocados em licença, enquanto outros, que atuam em serviços essenciais, poderão ter seus salários suspensos temporariamente.

A remuneração dos funcionários será paga retroativamente quando o orçamento for normalizado.

Créditos: g1

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