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Shutdown nos EUA leva Embaixada no Brasil a suspender atualizações em redes sociais

A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil informou nesta quarta-feira (1/10) que interromperá suas atividades de comunicação nas redes sociais em razão de uma paralisação orçamentária (shutdown).

Em mensagens no Instagram e no X (antigo Twitter), a Embaixada indicou que não realizará atualizações regulares na conta, exceto para avisos urgentes relacionados à segurança. O Departamento de Assuntos Consulares dos EUA explicou que, apesar do shutdown, os serviços de passaporte e visto agendados, tanto nos Estados Unidos quanto nas Embaixadas e Consulados no exterior, continuarão em funcionamento enquanto for possível.

Mesmo com a pausa nas comunicações online, permanecem operando os serviços consulares, incluindo a emissão de vistos, passaportes e assistência a cidadãos americanos que estejam fora dos EUA. Entretanto, as atividades administrativas internas, como atualizações de sistemas e suporte técnico, serão temporariamente suspensas.

A paralisação orçamentária foi desencadeada pela falta de consenso no Congresso dos EUA sobre o orçamento federal e já levou ao afastamento temporário de 750 mil funcionários públicos, que ficarão sem receber salários até o fim do impasse. As perdas financeiras estimadas podem alcançar US$ 400 milhões (aproximadamente R$ 2,12 bilhões).

O ex-presidente Donald Trump culpou o Partido Democrata pelo impasse e ameaçou causar danos a eleitores democratas com cortes em prioridades da agenda progressista e no setor público. Segundo Trump, muitas demissões impactarão eleitores democratas.

Este é o segundo shutdown em sete anos. A maior paralisação da história ocorreu de dezembro de 2018 a janeiro de 2019, também durante a gestão Trump, durando 35 dias e afetando setores como segurança em aeroportos e manutenção de parques nacionais. Naquela ocasião, milhares de trabalhadores tiveram que recorrer a bancos de alimentos e empréstimos para suprir suas necessidades básicas.

O shutdown é um mecanismo automático que paralisa serviços governamentais considerados não essenciais quando o Congresso não aprova o orçamento federal. Atividades críticas, como defesa, saúde pública e controle de fronteiras, continuam ativas, mas o financiamento para agências administrativas é interrompido.

Está prevista para esta quinta-feira (2/10) uma votação no Senado sobre uma proposta de orçamento emergencial. Servidores públicos afetados organizam protestos em Washington e Nova York para pressionar os legisladores.

Créditos: Estado de Minas

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