Internacional
08:08

Deputada do PT e ativista brasileiro na flotilha global interceptada por Israel

A deputada federal Luizianne Lins (PT-CE) e o ativista de esquerda Thiago Ávila participaram da Flotilha Global Sumud, que foi interceptada nesta quarta-feira (1º) pela Marinha de Israel no Mar Mediterrâneo.

O grupo, que conta com militantes de mais de 40 países e apoio da ativista sueca Greta Thunberg, navegava rumo à Faixa de Gaza quando recebeu uma ordem para alterar sua rota.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que a Marinha solicitou à flotilha que mudasse de rumo por estar se aproximando de uma zona ativa de combate e por violar um bloqueio naval legítimo.

Mesmo após o aviso, as embarcações continuaram navegando, o que levou à sua abordagem pelas forças israelenses. O ativista Thiago Ávila relatou pelo Instagram que as embarcações foram interceptadas ilegalmente, as câmeras foram desligadas e as embarcações abordadas pelas forças israelenses. Luizianne Lins também usou sua conta no X para denunciar uma ação ilegal e autoritária de Israel, afirmando ter acionado autoridades brasileiras e organismos internacionais.

Segundo a própria Flotilha Global Sumud, nove embarcações já foram interceptadas, incluindo a Flórida, que teria sido atingida por embarcações militares israelenses. Ativistas relataram o uso de jatos d’água contra eles, mas informaram que ninguém ficou ferido. Israel não confirmou essas alegações.

Conforme a legislação israelense, estrangeiros que tentam romper o bloqueio naval de Gaza podem ser deportados em até 72 horas. Em junho, a Marinha israelense já havia interceptado a embarcação Madleen da Flotilha da Liberdade de Greta, que também buscava ultrapassar o bloqueio. Na ocasião, 12 ativistas foram levados a Israel, entre eles Thiago Ávila. Quatro optaram pela expulsão voluntária, enquanto os demais foram detidos, passaram por audiências judiciais e posteriormente foram liberados.

Israel mantém bloqueios naval e terrestre sobre Gaza para impedir o contrabando de armas destinado ao grupo Hamas, que é considerado terrorista pelo governo israelense. Israel acusa a Flotilha Global Sumud de ter vínculos diretos com o Hamas.

O governo israelense afirma possuir documentos que comprovam essa ligação, incluindo uma carta datada de 2021 de Ismail Haniyeh, ex-líder do Hamas, enviada à Conferência Popular para Palestinos no Exterior (PCPA), identificada por Israel como uma frente política ligada ao Hamas. As autoridades também dizem que a flotilha age em coordenação com o Hamas sob a justificativa de atividade civil, navegando sem autorização e violando o direito internacional.

Créditos: Gazeta do Povo

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