Secretário de Trump anuncia novo ataque a navio próximo à costa venezuelana
O secretário de Guerra do governo Trump, Pete Hegseth, anunciou nesta sexta-feira (3) um novo ataque no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela.
Em uma publicação na rede social X, Hegseth compartilhou um vídeo do bombardeio à embarcação, informando que quatro homens foram mortos.
Ele afirmou que o navio estava transportando quantidades substanciais de narcóticos com destino aos Estados Unidos.
Logo após, o presidente Donald Trump também publicou o vídeo na rede Truth Social.
O presidente da Colômbia chamou a ação de “assassinato” de jovens pobres.
Esse novo ataque aconteceu um dia após Trump definir os cartéis de drogas como “combatentes ilegais” e declarar que os EUA estão em um “conflito armado” formal.
Essa classificação consta em um documento confidencial enviado pela Casa Branca ao Congresso nesta semana, conforme divulgado pelo The New York Times e pela Associated Press em 2 de outubro.
O documento retoma os argumentos da Casa Branca para justificar os ataques contra embarcações ligadas ao narcotráfico, acrescentando novas alegações. Entre elas está a afirmação de que os ataques da Força Militar dos EUA no sul do Caribe fazem parte de um conflito contínuo e ativo.
Uma fonte citada pela Associated Press informou que o Pentágono não apresentou ao Congresso uma lista das organizações consideradas terroristas, o que gerou frustração entre alguns parlamentares.
A Casa Branca definiu os ataques contra embarcações no Caribe no início do mês anterior como “autodefesa”, alegando que as leis de guerra permitem matar – em vez de prender – as pessoas a bordo, justificando que os alvos traficavam drogas para cartéis classificados como organizações terroristas.
O governo ressaltou que cerca de 100 mil americanos morrem anualmente por overdose.
O primeiro ataque militar ocorreu em 2 de setembro contra uma lancha que, segundo o governo Trump, transportava drogas, resultando na morte de 11 pessoas. Desde então, mais três bombardeios foram divulgados pelo governo dos EUA.
No dia 19 de setembro, a Venezuela solicitou à ONU que investigue os ataques dos EUA a barcos no Caribe.
Créditos: g1