Internacional
15:04

Trump agradece Israel por chance de acordo de paz e cobra pressa do Hamas

O presidente dos EUA, Donald Trump, agradeceu a Israel pela “chance de completar um acordo de paz” menos de um dia após o Hamas indicar que aceita um acordo para encerrar a guerra na Faixa de Gaza.

Trump agradeceu a suspensão temporária dos bombardeios israelenses, embora ataques tenham sido registrados no enclave hoje, causando ao menos 20 mortes, conforme autoridades palestinas. Israel não negou os ataques, afirmando que realiza apenas “operações defensivas” na região.

Em mensagem na rede social Truth, Trump afirmou que o Hamas “precisa agir rápido, ou tudo estará perdido” e advertiu que não tolerará atrasos nem qualquer situação na qual Gaza represente novamente uma ameaça. Ele prometeu que todos serão tratados com justiça.

Esta é a primeira vez que Trump se dirige diretamente a Israel desde a aceitação do acordo. Na véspera, publicou um vídeo agradecendo países parceiros pela negociação, sem mencionar Israel ou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Está prevista uma reunião entre Estados Unidos, Israel e Hamas no Egito para discutir detalhes do acordo. Os representantes americanos no Cairo são Steve Witkoff, coordenador das negociações do Oriente Médio, e Jared Kushner, genro de Trump.

Embora o Hamas tenha indicado que liberará os reféns, não abordou pontos importantes como o desarmamento total nem os detalhes de quando e como os reféns, vivos ou mortos, seriam libertados.

Nenhum dos envolvidos mencionou um prazo para a entrega dos reféns. O plano inicial dos EUA previa que isso ocorresse em até 72 horas, mas um oficial do Hamas, Moussa Abu Marzouk, disse à emissora Al Jazeera que esse prazo é “irrealista”.

O Hamas declarou que cumprirá a “fórmula de troca contida na proposta” americana, desde que as “condições de campo” para a troca sejam atendidas. Acredita-se que as reuniões de detalhamento do acordo ocorram amanhã no Egito.

O grupo extremista não comentou a exigência feita pelos EUA de desarmamento completo. Entre as propostas americanas está uma anistia para os extremistas que entregarem suas armas e uma “passagem segura” para países que desejem recebê-los.

Também não houve comentário sobre a ordem para que o Hamas não exerça mais funções governamentais em Gaza no futuro. O grupo assegurou, por meio de uma carta, seu compromisso em transferir a administração da Faixa de Gaza para um órgão palestino independente, apoiado por árabes e islâmicos e baseado em um “consenso nacional”.

Créditos: UOL

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