Internacional
16:10

Trump avalia plano de paz para Gaza como ótimo negócio para Israel e mundo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (5) que o plano de paz para o conflito na Faixa de Gaza, atualmente sob análise de Israel e Hamas e que será debatido no Egito, representa “um ótimo negócio para Israel, os países árabes e o mundo”.

Essa declaração ocorre um dia antes do reinício das negociações entre Israel e Hamas, que acontecerão no Cairo na segunda-feira. A mediação ficará a cargo do Egito, com a participação do enviado especial americano Steve Witkoff e do genro de Trump, Jared Kushner.

O plano proposto por Trump para encerrar o conflito em Gaza, que completa dois anos na próxima terça-feira (7), já foi aceito por Israel. O Hamas, por sua vez, concordou em libertar todos os reféns simultaneamente — algo que Trump considera uma grande vitória —, embora o grupo tenha solicitado mais conversas sobre os outros termos do acordo.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, informou que “reuniões ocorrem” neste domingo e manifestou expectativa de que a logística para a primeira fase do plano e a libertação dos reféns seja concluída rapidamente. Rubio afirmou que “90% do acordo está concluído, e estamos finalizando os detalhes logísticos”.

Trump também expressou confiança de que os reféns serão libertados “muito em breve”, alinhando-se ao premier israelense Benjamin Netanyahu, que espera que todos os reféns detidos em Gaza retornem “nos próximos dias”.

Um representante do Hamas informou à agência AFP que o grupo busca um resultado positivo nas negociações no Cairo a fim de iniciar “imediatamente” a libertação dos reféns israelenses, em troca da soltura de prisioneiros palestinos detidos por Israel. No entanto, o Hamas criticou que Israel continua bombardeando Gaza — os ataques resultaram em dezenas de mortes no fim de semana, conforme autoridades de saúde palestinas.

O conflito entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza começou em outubro de 2023, após um ataque terrorista do Hamas em território israelense que causou mais de 1.200 mortes e a captura de cerca de 250 reféns.

Desde então, o conflito provocou uma grave crise humanitária entre os palestinos, incluindo uma situação generalizada de fome, além de mais de 67 mil mortos e quase 170 mil feridos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, e confirmados pela ONU. O conflito também gerou deslocamentos forçados de palestinos, o que é considerado crime de guerra segundo o direito internacional.

Créditos: G1 Globo

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