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Três novos casos suspeitos de intoxicação por metanol são notificados no RJ

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) informou a notificação de três novos casos suspeitos de intoxicação por metanol, registrados nas cidades de Cantagalo, Cabo Frio e Volta Redonda.

Os pacientes estão sob monitoramento do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS/SES-RJ), e as autoridades de Segurança Pública foram acionadas para dar início às investigações. Esses casos juntam-se ao registrado em São Pedro da Aldeia, que ainda passa por análise laboratorial.

Na segunda-feira (6), a SES-RJ iniciou o processo de compra de mais doses do antídoto específico para intoxicações por metanol, com o objetivo de agilizar o tratamento dos casos suspeitos.

A secretaria recomenda que pessoas que apresentem sintomas como visão turva, desconforto gástrico e sinais de gastrite após o consumo de álcool procurem imediatamente atendimento médico.

No sábado (4), a Polícia Civil do Rio de Janeiro conduziu uma operação visando combater a produção e comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas. A ação ocorreu na capital e na Baixada Fluminense, cumprindo 21 mandados de busca e apreensão.

Durante a operação, milhares de garrafas suspeitas de falsificação foram apreendidas para análise e seis pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos. A operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM).

Os sintomas iniciais da intoxicação por metanol podem ser confundidos com uma ressaca comum, apresentando náusea e dor de cabeça. Contudo, o alerta maior está nas alterações visuais, como a sensação de “campo de neve” ao ver pontos brancos, além da incoordenação motora e alteração do estado de consciência, que podem evoluir para coma e morte.

O tratamento indicado é o uso de fomepizol, que bloqueia a enzima responsável pela conversão do metanol em ácido fórmico, além da hemodiálise. Apesar do tratamento, aproximadamente 30% a 40% dos casos podem resultar em óbito, e aqueles que sobrevivem podem sofrer sequelas neurológicas graves.

Especialistas recomendam, como medida preventiva, a suspensão do consumo de bebidas destiladas, sugerindo a preferência por cervejas e vinhos. A identificação visual de bebidas adulteradas é extremamente difícil devido ao grau de sofisticação das falsificações.

Em caso de suspeita de intoxicação, principalmente diante de sintomas visuais ou manifestações mais intensas que uma ressaca, a orientação é buscar atendimento médico imediato. O diagnóstico e tratamento em fases iniciais são essenciais para aumentar as chances de sobrevivência e diminuir riscos de danos permanentes.

Créditos: CNN Brasil

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