Internacional
22:05

Israel e Hamas aceitam plano de paz de Trump para encerrar conflito em Gaza

Israel e Hamas concordaram com um plano de paz apresentado por Donald Trump para encerrar a guerra em Gaza, pressionados por diversas forças externas e internas.

Trump comemorou o acordo, reuniu seu gabinete e anunciou que viajará ao Egito no domingo (12) para acompanhar pessoalmente o processo de reconstrução de Gaza.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, afirmou que o acordo representa um avanço crucial e que a ONU oferecerá todo o suporte necessário.

O historiador Brian Williams, da Universidade de Massachusetts, avaliou que essa pode ser a maior conquista diplomática do governo Trump. Ele comentou que, em 9 de setembro, Israel realizou um bombardeio em um bairro residencial na capital Doha, visando negociadores do Hamas, mas acabou causando mortes de civis e forças de segurança, o que levou o Catar a suspender as negociações.

Esse ataque aumentou a pressão sobre o primeiro-ministro israelense Netanyahu. Trump agiu em quatro frentes para avançar nas negociações.

Além disso, Israel intensificou a presença militar em Gaza, a região mais populosa, enquanto diversos países passaram a reconhecer o Estado da Palestina antes da Assembleia Geral da ONU, pressionando pela solução de dois Estados.

Em vídeo, o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, assegurou que o Hamas não participará do futuro governo. No dia seguinte, Netanyahu discursou para uma assembleia com baixa participação, indicando seu isolamento.

Internamente, Israel também enfrentou pressão: pesquisa recente apontou que dois terços dos israelenses desejam o fim da guerra.

Antes de retornar a Israel, Netanyahu esteve na Casa Branca e concordou com o plano de paz elaborado por Trump. Para o professor Williams, esse acordo é apenas o começo do processo para a paz na região.

Créditos: G1

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