Internacional
00:04

Israel aprova acordo de paz com o Hamas para cessar-fogo na Faixa de Gaza

O governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou, na quinta-feira (9 de outubro de 2025), o acordo proposto pelos Estados Unidos para encerrar o conflito com o Hamas na Faixa de Gaza. A implementação do cessar-fogo está prevista para começar na sexta-feira (10 de outubro).

A aprovação ocorreu em uma reunião que contou com a presença de todos os ministros de Netanyahu e dos enviados especiais norte-americanos para o Oriente Médio, Steve Witkoff e Jared Kushner. O encontro, com duração de duas horas, terminou pouco depois da meia-noite no horário local (18h em Brasília).

Após a reunião, o premiê afirmou que Israel lutou por dois anos para alcançar seus objetivos de guerra e está próximo de conseguir o retorno dos 48 reféns ainda mantidos pelo Hamas: “Lutamos durante esses dois anos para alcançar nossos objetivos de guerra. Um desses objetivos é a devolução dos reféns, todos eles, vivos e mortos. Estamos prestes a alcançar esse objetivo”.

Khalil al-Hayya, chefe da equipe de negociação do Hamas, declarou que recebeu garantias dos EUA de que a primeira fase do acordo de paz encerra definitivamente o conflito. Ele informou que 250 palestinos condenados à prisão perpétua em Israel serão libertados, assim como 1.700 palestinos detidos na Faixa de Gaza. Essas informações foram divulgadas pela Al Jazeera.

O líder do Hamas também afirmou que o grupo militar está empenhado em cumprir as demais condições do acordo, mas manifestou oposição ao desarmamento, afirmando que “nenhum palestino aceita o desarmamento”.

O presidente dos EUA, Donald Trump, comemorou o fim da guerra na Faixa de Gaza e recebeu elogios do primeiro-ministro Netanyahu pelo plano de paz. Trump anunciou que viajará em breve ao Egito, onde foi assinado o cessar-fogo entre Israel e Hamas. Espera-se que os reféns sejam liberados na segunda-feira (13 de outubro) ou na terça-feira (14 de outubro).

Uma autoridade norte-americana informou à Associated Press na quinta-feira que cerca de 200 soldados dos EUA serão enviados a Israel para apoiar e monitorar o cessar-fogo. O Comando Central dos EUA criará um “centro de coordenação civil-militar” para facilitar o envio de ajuda humanitária e garantir apoio logístico e de segurança à Faixa de Gaza. De acordo com a agência, os militares permanecerão em território israelense e não entrarão na Palestina. A operação contará com a participação de países parceiros, ONGs e empresas privadas.

Créditos: Poder360

Modo Noturno