Hamas deve libertar reféns israelenses enquanto ajuda chega a Gaza
O Hamas deve liberar os reféns israelenses nas primeiras horas da segunda-feira (13), no horário local, que corresponde à noite de domingo em Brasília.
Dos 251 sequestrados desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas invadiu Israel e matou cerca de 1,2 mil pessoas, 48 reféns serão libertados, e 20 deles são confirmados vivos.
Em troca, Israel concordou em libertar cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 que cumprem prisão perpétua.
No domingo, caminhões com alimentos entraram na Faixa de Gaza, onde imagens mostraram multidões de palestinos famintos e crianças com desnutrição severa.
Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, a ofensiva israelense já causou a morte de mais de 67 mil palestinos.
O presidente indonésio Prabowo Subianto planeja viajar ao Egito para participar da cúpula internacional que busca o fim da guerra em Gaza.
A Indonésia, o país muçulmano mais populoso do mundo, tem defendido um cessar-fogo permanente e o envio de ajuda humanitária para a região.
A reunião no Egito reunirá chefes de Estado e representantes internacionais para discutir medidas de reconstrução e estabilidade em Gaza.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os reféns israelenses poderão ser libertados “um pouco antes do previsto”.
O prazo para o Hamas libertar os reféns é até as 6h da segunda-feira (13).
Israel aguarda a soltura de 48 reféns, dos quais 20 são considerados vivos.
Donald Trump declarou “A guerra acabou” a bordo do Air Force One.
No encontro ocorrido no Egito, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, anunciou um pacote de US$ 27 milhões em ajuda para Gaza, destinado a ações de água, saneamento e higiene. Esses recursos serão canalizados por meio da Unicef, do Programa Mundial de Alimentos e do Conselho Norueguês para Refugiados.
A ajuda faz parte dos esforços internacionais para consolidar o cessar-fogo em seu terceiro dia, buscando encerrar a guerra após dois anos.
Trump embarcou no domingo (12) para o Oriente Médio, com a primeira parada prevista para Israel, onde deve chegar na manhã da segunda-feira (13).
No país, ele planeja se reunir com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, encontrar famílias dos reféns mantidos pelo Hamas e discursar no Knesset, o Parlamento israelense.
Em seguida, Trump seguirá para o Egito para copresidir a cúpula de paz ao lado do presidente Abdel Fattah al-Sisi.
Pouco antes de embarcar, Trump disse que “todos estão comemorando” esse momento, considerando-o “incrível” devido ao entusiasmo bilateral pouco comum em conflitos.
As Forças de Defesa de Israel também anunciaram um ataque recente contra um alvo do Hamas no norte da Faixa de Gaza, visando eliminar ameaças diretas às suas tropas que atuam na região.
Esses acontecimentos ocorrem após Trump ter planejado a viagem desde a quinta-feira anterior, e após convite para discursar no Parlamento israelense.
Ele não descarta uma visita à Faixa de Gaza durante a viagem.
Créditos: G1