Líderes mundiais assinam acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza
Nesta segunda-feira (13), líderes de diversos países reuniram-se no Egito para assinar um acordo que oficializa o cessar-fogo na guerra na Faixa de Gaza. Os dois lados do conflito, Israel e o grupo Hamas, não participaram do evento.
A assinatura ocorreu durante uma cúpula de paz realizada na cidade egípcia de Sharm El-Sheik. O documento foi assinado por Donald Trump e pelos presidentes do Egito, Abdul al-Sisi, da Turquia, Recep Erdogan, e pelo emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, países que mediaram as negociações de paz entre Israel e Hamas.
Na cúpula, os líderes debaterão os próximos passos para a implementação do acordo, cuja primeira fase já foi acertada por negociadores israelenses e do Hamas na semana anterior.
O acordo de cessar-fogo, proposto por Donald Trump e firmado entre os negociadores, foi selado horas depois do Hamas libertar os últimos 20 reféns israelenses ainda sob seu controle em Gaza. A reunião também visa tratar da segunda etapa do plano de paz sugerido por Trump.
Estavam previstos mais de 20 líderes mundiais na cúpula de paz, incluindo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que recusou o convite alegando que o encontro iria ocorrer em um feriado judaico.
Ainda não há esclarecimentos sobre o funcionamento do conselho supervisor de Gaza. Detalhes importantes do plano de Trump permanecem incertos, incluindo temas delicados como o desarmamento do Hamas.
Inicialmente, Netanyahu confirmou participação, mas seu gabinete posteriormente informou que ele não comparecerá, citando o feriado judaico próximo.
Antes da cúpula, Trump declarou no Parlamento israelense que “a era do terror” no Oriente Médio havia chegado ao fim, recebendo aplausos. Netanyahu também discursou, reafirmando seu compromisso com a paz.
Em relação aos avanços recentes, o Hamas libertou os 20 reféns israelenses restantes após mais de dois anos de cativeiro, sendo parte do acordo de cessar-fogo. O presidente dos EUA considerou o dia histórico e o fim da violência e terrorismo na região.
Além disso, Israel iniciou a soltura de quase 2 mil prisioneiros palestinos conforme previsto no acordo.
Israel e Hamas anunciaram na última quarta-feira (8) um plano de paz que prevê a libertação de todos os reféns vivos e a devolução dos restos mortais das vítimas.
O Hamas tinha até as 6h desta segunda-feira para concluir a libertação e solicitou mais tempo para localizar todos os corpos, com a Turquia participando de uma força-tarefa para ajudar na recuperação dos restos mortais.
O plano de paz foi apresentado pelo presidente dos EUA no final de setembro, com mediação do Egito, Catar e Turquia. Entre os pontos do acordo estão o fim dos bombardeios na Faixa de Gaza e o recuo das tropas israelenses.
Apesar do início do cessar-fogo, muitos detalhes da execução do plano ainda estão pendentes de divulgação.
A cerimônia de oficialização do acordo contou com a presença de Trump e líderes de mais de 20 países, marcando um passo importante para a paz na região.
Créditos: g1