Serial killer brasileira teve relacionamento com três das quatro vítimas
Ana Paula Veloso Fernandes, estudante de Direito, foi considerada uma “serial killer” pela Justiça de São Paulo. Ela é acusada de quatro homicídios qualificados, descobertos após a morte por envenenamento do aposentado Neil Corrêa da Silva.
Dentre as vítimas confirmadas de Ana Paula, três tinham algum tipo de relacionamento romântico com ela. As mortes ocorreram entre janeiro e maio de 2025 em Guarulhos (SP), São Paulo e Duque de Caxias (RJ). As vítimas foram Marcelo Hari Fonseca, Maria Aparecida Rodrigues, Neil Corrêa da Silva e Hayder Mhazres.
Ana Paula morava nos fundos da casa de Marcelo, de 51 anos, admitindo tê-lo matado devido a brigas e ameaças. Ela também disse que manteve um relacionamento com ele para continuar na residência. Marcelo morreu em 31 de janeiro em Guarulhos, com o corpo em avançado estado de decomposição. Inicialmente o caso foi arquivado, mas depois reaberto, apontando a participação de Ana Paula e sua irmã Roberta, suspeita de envolvimento no envenenamento.
Com Maria Aparecida Rodrigues, Ana Paula teve um relacionamento amoroso. A vítima morreu em Guarulhos em 11 de abril após tomar café com bolo na casa de Ana Paula. A filha de Maria informou que a suspeita usou outro nome e teria ido buscar roupas após a morte.
Hayder Mhazres, tunisiano de 21 anos, conheceu Ana Paula por um aplicativo de relacionamentos. Após uma gravidez simulada rejeitada por ele, Ana Paula planejou sua morte. Hayder passou mal no apartamento onde morava enquanto Ana Paula estava presente. O corpo seguiu para a Tunísia e não foi exumado, mas a investigação indica envenenamento.
A única vítima sem envolvimento romântico foi o aposentado Neil Corrêa da Silva, de 65 anos, assassinado em 26 de abril após consumir uma feijoada levada por Ana Paula. A morte foi encomendada por Michele Paiva da Silva, filha de Neil e colega de curso de Ana Paula. Testes indicaram que o veneno usado causou a morte de cães.
Ana Paula foi presa por sua participação na morte de Neil e acusada dos outros três assassinatos. Em depoimento, afirmou ter conhecimento técnico sobre o produto utilizado para envenenamento. As investigações começaram após um bolo com odor forte ser deixado numa sala da universidade em Guarulhos, acompanhado de um bilhete suspeito. Ana Paula denunciou a possível ameaça à segurança, citando um relacionamento anterior com a esposa de um policial militar, que negou qualquer ligação.
A defesa de Ana Paula e de sua irmã Roberta afirmou estar realizando investigação própria para colaborar com a apuração e garantir o direito de ampla defesa das acusadas.
Créditos: NSC Total