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PSOL protocola notícia-crime contra Flávio Bolsonaro por incitação ao crime

Deputados federais do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolaram no dia 22 de novembro uma notícia-crime contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A acusação é por incitação ao crime, obstrução de Justiça, atos contra o Estado democrático de direito, promoção ou facilitação de fuga e colaboração com organização criminosa.

A representação criminal destaca que os ilícitos foram cometidos no exercício do cargo e envolvem manifestações públicas ligadas à atuação política. O PSOL cita especificamente um vídeo em que Flávio Bolsonaro solicita que cidadãos lutem pelo país durante uma vigília com orações ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em frente ao condomínio onde ele residia, em Brasília.

O partido argumenta que a convocação visa utilizar apoiadores para facilitar uma possível fuga e gerar tumulto que poderia dificultar a atuação da Polícia Federal. Ainda indicam uma repetição do modus operandi de uma organização criminosa que mobiliza seus seguidores para provocar confusão por objetivos pessoais e políticos.

O texto do PSOL ressalta que a acusação não se trata de uma impugnação ao direito à liberdade religiosa.

A notícia-crime foi assinada pelos parlamentares Talíria Petrone, Chico Alencar, Glauber Braga, Henrique Vieira, Tarcísio Motta (Rio de Janeiro), Erika Hilton, Ivan Valente, Luiza Erundina, Luciene Cavalcante, Sâmia Bomfim (São Paulo), Célia Xakriabá (Minas Gerais) e Fernanda Melchionna (Rio Grande do Sul).

Procurada, a assessoria de Flávio Bolsonaro não respondeu até o momento da publicação. O senador publicou em seu perfil no X que “oração não é crime”, divulgando um vídeo e se manifestando sobre a repercussão da vigília e a prisão preventiva do ex-presidente.

Mais cedo, Flávio negou participação em um plano de fuga, dizendo que a sentença parece impedir orações por seu pai e pelo país, e que a argumentação que isso seria um subterfúgio para fuga não procede, pois Bolsonaro nem teria retornado ao Brasil se quisesse realmente fugir.

Créditos: UOL

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