Política
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Prisão de Bolsonaro enfraquece Flávio e fortalece Tarcísio para 2026

O protagonismo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em episódios que envolveram a prisão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem enfraquecido suas chances de concorrer à Presidência da República em 2026. Por consequência, a candidatura de Tarcísio de Freitas ganha força entre apoiadores da direita.

Essa percepção é compartilhada por bolsonaristas alinhados ao ex-presidente. Para eles, o enfraquecimento da influência da família Bolsonaro aumenta a viabilidade do governador de São Paulo como nome para enfrentar Lula nas próximas eleições.

Segundo essa análise, Flávio Bolsonaro vinha avançando nas negociações para ser candidato, mas passou a perder espaço após episódios que revelaram falhas e inexperiência, principalmente relacionados à prisão do pai.

Um dos erros citados foi o convite para apoiadores do ex-presidente realizarem uma vigília perto da casa de Jair Bolsonaro dias antes da prisão, evento já esperado devido ao término do julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) que resultaria em execuções das sentenças.

O ministro do STF Alexandre de Moraes interpretou o chamamento como uma provocação ao Judiciário, colocando Flávio na mira das autoridades. Na decisão que determinou a prisão de Bolsonaro em 22 de novembro, Moraes qualificou as ações de Flávio como “patéticas”, acusando-o de tentar repetir “acampamentos golpistas”, provocar caos social e desrespeitar a Justiça.

Outro episódio que gerou repercussão negativa foi durante a vigília, quando Flávio permitiu que um religioso, identificado como de esquerda, fizesse um discurso criticando opositores e citando o ex-presidente, que teria aberto 700 mil covas na pandemia.

Esses atos expõem a dificuldade de Flávio em consolidar sua candidatura presidencial ou mesmo para vice, posição em que os filhos de Bolsonaro ainda desejam manter o sobrenome na urna para manter a influência junto aos eleitores fiéis.

Líderes do Centrão buscam afastar os herdeiros Bolsonaro da corrida eleitoral, alegando que o sobrenome prejudica a capacidade de alcançar eleitores moderados, visto que o ex-presidente tem 60% de rejeição, conforme pesquisas recentes.

A prisão de Jair Bolsonaro, ocorrida em 22 de novembro, provocou reações distintas no ambiente político: a direita denunciou perseguição, enquanto a esquerda comemorou a detenção.

A força política de Tarcísio de Freitas cresce no cenário, visto por setores da direita mais à direita como a opção mais viável para concorrer em 2026, especialmente diante da fragilidade crescente do clã Bolsonaro após a prisão do ex-presidente.

Créditos: Folha de S.Paulo

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