Bombeiros encerram combate a incêndio fatal em complexo de Hong Kong
Os bombeiros de Hong Kong finalizaram na sexta-feira (28) o combate ao incêndio em um complexo residencial, que resultou em pelo menos 94 mortes. Esse foi o incêndio mais mortal na cidade em décadas, informou o governo.
Segundo um porta-voz governamental, as chamas estavam “amplamente extintas” às 10h18 do horário local (23h18 de Brasília) e as operações de combate foram encerradas.
O fogo, que começou na quarta-feira (26), foi controlado após três dias de combate. Três pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no incêndio.
O complexo tem oito torres, sendo que uma não foi atingida.
As autoridades investigam a causa do incêndio, mas acreditam que o fogo se espalhou rapidamente pelas telas verdes e pelos andaimes de bambu usados nas obras de reforma. A polícia afirmou que as telas não atendiam aos padrões de segurança contra incêndio.
Três homens da construtora responsável pela obra foram detidos sob suspeita de homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
Na quinta-feira (27), a polícia realizou buscas no escritório da Prestige Construction & Engineering Company, responsável pelas reformas, e apreendeu documentos como parte das investigações.
Localizado no distrito de Tai Po, o complexo possui cerca de dois mil apartamentos e abriga aproximadamente 4,6 mil moradores, segundo censo de 2021. Cada torre tem mais de 30 andares.
Entre os mortos está um bombeiro, conforme a rede britânica BBC, e outros socorristas ficaram feridos durante o combate ao fogo.
Um porta-voz dos bombeiros destacou a preocupação com a temperatura elevada dentro dos prédios, que dificultava os resgates.
O chamado ao Departamento de Bombeiros foi registrado às 3h51 de Brasília (14h51 local). Centenas de agentes atuaram no local.
O alerta do incêndio foi elevado ao nível 5, o mais alto, e 400 policiais foram mobilizados.
Devido ao incêndio, a rodovia Tai Po foi parcialmente fechada, com desvios em linhas de ônibus. A polícia isolou temporariamente dois quarteirões próximos ao condomínio.
Hong Kong possui histórico de incêndios graves. O último de grande impacto ocorreu em 1996, com 41 mortes, provocado por soldagem durante reformas, o que motivou mudanças nas normas de construção e segurança para edifícios altos.
O uso de andaimes de bambu, tradicional na arquitetura local, vem sendo reduzido após 22 mortes de trabalhadores entre 2019 e 2024. Neste ano, pelo menos três incêndios envolvendo essa estrutura foram registrados, conforme associação de vítimas de acidentes industriais.
Créditos: G1