Internacional
15:08

Premiê israelense condena ataque terrorista em festival judaico na Austrália

Um ataque na Austrália, classificado pela polícia como terrorista, resultou em 11 mortos, entre eles um israelense e um rabino britânico, durante a celebração do festival judaico de Hannukah.

O incidente ocorreu na praia de Bondi, em Sydney, envolvendo suspeitos armados com fuzis semiautomáticos. As autoridades investigam a possível participação de um terceiro envolvido. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou o ataque de “assassinato a sangue frio” e afirmou que o antissemitismo se propaga quando os líderes permanecem em silêncio.

A polícia australiana encontrou itens suspeitos ligados a um dos suspeitos, incluindo pelo menos um artefato explosivo improvisado dentro de um carro. Uma equipe antibomba foi enviada ao local.

Em pronunciamento, o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, declarou que o ataque foi direcionado à comunidade judaica durante o evento “Chanukah by the Sea”, ressaltando que o ato foi de maldade, antissemitismo e terrorismo, atingindo o coração da nação.

O presidente israelense, Isaac Herzog, qualificou o ataque como cruel contra os judeus e pediu o aumento do combate ao antissemitismo pelas autoridades australianas. O premier britânico Keir Starmer reafirmou o apoio do Reino Unido à Austrália e à comunidade judaica.

Organizações judaicas brasileiras, como a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo, manifestaram consternação e solidariedade, destacando que ataques durante celebrações religiosas são uma afronta à convivência democrática e à liberdade religiosa.

Bondi é uma das praias mais populares de Sydney, frequentada por muitos turistas, especialmente aos finais de semana. Testemunhas relataram o som de tiros que durou cerca de dez minutos, além de imagens mostrando pessoas feridas e objetos abandonados na colina próxima à praia.

Dois agressores vestidos de preto foram vistos portando fuzis semiautomáticos. O presidente da Associação Judaica da Austrália, Robert Gregory, qualificou o ataque como uma tragédia previsível e criticou a falta de medidas eficazes do governo para proteger a comunidade judaica.

O ataque ocorreu no início do Hannukah, uma celebração que marca a vitória dos judeus contra os gregos há mais de dois mil anos, simbolizando a liberdade de praticar sua religião.

Créditos: O Globo

Modo Noturno