Weverton nega envolvimento em fraudes no INSS e promete colaborar com as investigações
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, afirmou que “relações profissionais de terceiros” não podem vinculá-lo a crimes sem provas concretas. Ele foi alvo de busca e apreensão pela Polícia Federal (PF) na quinta-feira (18), em uma nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos na folha de beneficiários do INSS.
Weverton declarou que irá colaborar com as investigações e acredita que sua inocência será “plenamente reconhecida”. Em nota divulgada pela assessoria, destacou confiança nas instituições e respeito ao trabalho da Procuradoria-Geral da República e do Supremo Tribunal Federal.
“A decisão da Corte reconhece a ausência de provas que me liguem a práticas ilícitas ou a recebimento de recursos irregulares. Relações profissionais de terceiros não podem ser usadas para me imputar responsabilidade sem fatos concretos”, ressaltou.
Na nova fase da operação, foi preso o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Adroaldo da Cunha Portal, que já foi chefe de gabinete do senador e foi exonerado após a prisão.
O relatório da PF encaminhado ao STF classificou Weverton como “liderança política” e “sócio oculto” das fraudes no INSS, pedindo sua prisão. Contudo, o Ministério Público Federal (MPF) considerou os indícios contra o senador “frágeis” e sem ligação direta, e o ministro André Mendonça, relator do caso, negou o pedido de prisão.
O senador reafirmou sua inocência, afirmou que seguirá exercendo seu mandato com serenidade e que continuará colaborando para esclarecer os fatos. “Estou certo de que a verdade prevalecerá e minha inocência será plenamente reconhecida”, finalizou a nota.
Créditos: Valor