Política
12:08

PF investiga deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy por desvio de verba pública

A Polícia Federal, em relatório que fundamentou a operação contra os deputados Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ), indicou que ambos teriam desviado recursos da cota parlamentar para benefício próprio.

Os parlamentares são investigados pelo suposto desvio desses recursos, e a operação ocorre exatamente um ano após mandados de busca e apreensão contra seus assessores.

Segundo a PF, os desvios teriam ocorrido por meio de servidores comissionados, como Adailton Oliveira dos Santos, assessor do PL, e Itamar de Souza Santana, assessor de Jordy. Os recursos teriam sido desviados através da empresa de fachada Harue Locação de Veículos LTDA ME.

A decisão do ministro relator Flávio Dino, do STF, revelou que Adailton movimentou um total de R$ 11.491.410,77 em créditos e R$ 11.486.754,58 em débitos, principalmente entre 2023 e 2024. Parte expressiva dessas transações não teve origem ou destino identificados pela PF.

Na análise sobre Itamar, foram verificadas movimentações de R$ 5.907.578,17 em créditos e R$ 5.901.138,68 em débitos, com grande parte das origens e destinos não identificados. A PF destacou que o volume e a natureza dessas transações não condizem com a capacidade econômica visível de Itamar, justificando investigação mais aprofundada.

De acordo com a investigação, Adailton teria remetido R$ 2.789.526,93 a beneficiários não identificados sob a descrição “nome não identificado”. Itamar teria realizado transações semelhantes no valor de R$ 640.020.

O relatório indica que integrantes ainda não identificados fizeram parte da suposta organização criminosa, que atuava de modo ordenado, com divisão clara de tarefas e com o objetivo de ocultar valores oriundos de crime, configurando possível peculato.

“Em período indefinido, diversos indivíduos, incluindo servidores públicos e membros da família formada por Adailton Oliveira dos Santos, Daniel Alex Fortunato, Itamar de Souza Santana, Valmir de Azevedo Oliveira, Acivânio de Souza Santana e Florenice de Souza Santana, em conluio com os deputados Sóstenes Cavalcante (DEM-RJ) e Carlos Jordy (PSL-RJ), teriam ocultado e dissimulado valores originados de infração penal”, afirma a decisão.

O ministro Flávio Dino determinou a quebra de sigilo bancário dos bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras por Sóstenes e Jordy.

Créditos: CNN Brasil

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