Política
03:07

Parlamentares querem abrir CPI para investigar reunião de Moraes com Galípolo sobre Banco Master

O ministro do STF Alexandre de Moraes confirmou que se encontrou com o presidente do Banco Central (BC), mas afirmou que o encontro abordou exclusivamente os efeitos da aplicação da Lei Magnitsky, sem mencionar o caso do Banco Master. O BC também divulgou uma nota afirmando que o encontro tratou das sanções americanas contra Moraes. Porém, nem Moraes nem Galípolo, presidente do BC, destacaram as ligações telefônicas entre eles.

A existência do encontro foi revelada pela colunista Malu Gaspar, que mostrou que Moraes fez quatro contatos com Galípolo para interceder na aprovação da compra do Banco Master pelo BRB. O banco foi liquidado pelo BC devido a suspeitas de fraude. Ao menos três contatos foram por telefone, e houve pelo menos um encontro presencial.

O jornal O Globo revelou que o escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, foi contratado por 129 milhões de reais para defender o Banco Master.

Ao se manifestar pela primeira vez sobre o assunto, Moraes afirmou ter tido encontros semelhantes com representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e de outras instituições financeiras para discutir “as graves consequências da aplicação da referida lei, especialmente sobre a manutenção de movimentação bancária, contas correntes e cartões de crédito e débito”. Moraes e sua esposa foram alvos de sanções financeiras que foram revogadas em novembro pelo governo dos Estados Unidos.

No Congresso, parlamentares procuram instaurar uma CPI para investigar Alexandre de Moraes. O senador Alessandro Vieira (MDB) anunciou que vai coletar assinaturas após o recesso parlamentar. A senadora Damares Alves (Republicanos) protocolou uma queixa-crime na Procuradoria-Geral da República, com pedido de impeachment e convite para que Moraes preste esclarecimentos a uma comissão do Senado, alegando crime de advocacia administrativa.

A apuração da colunista Malu Gaspar mostrou que, em um dos contatos, Moraes teria solicitado ao BC a aprovação da compra do Banco Master pelo BRB. A venda havia sido anunciada em março, mas ainda precisava de autorização do BC. Galípolo teria informado a Moraes que técnicos descobriram fraudes no repasse de R$ 12,2 bilhões em créditos do Master para o BRB, e o ministro reconheceu que, se comprovadas, as fraudes impediriam a aprovação do negócio.

Créditos: CBN Globo

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