Casa Branca concentra militares na quarentena da Venezuela e apreensão de petroleiros
A Casa Branca ordenou que as forças militares dos Estados Unidos foquem quase exclusivamente em aplicar a “quarentena” da Venezuela, afirmou um funcionário norte-americano à Reuters nesta quarta-feira (24).
Embora ainda existam opções militares, o enfoque inicial é exercer pressão econômica por meio da implementação de sanções para alcançar os objetivos da administração, disse o funcionário.
A Guarda Costeira dos EUA aguarda reforços antes de tentar abordar e apreender um petroleiro ligado à Venezuela, perseguido desde domingo (21), segundo relatos de um oficial norte-americano e uma fonte próxima ao assunto.
O navio, identificado como Bella 1 por organizações marítimas, recusou abordagem da Guarda Costeira, o que provavelmente exigirá o emprego de uma das duas equipes especializadas, conhecidas como Equipes de Resposta de Segurança Marítima, capazes de abordar embarcações nestas condições, inclusive por rapel de helicópteros.
A perseguição prolongada mostra o descompasso entre o desejo do governo Trump de apreender petroleiros sob sanções próximas à Venezuela e os limitados recursos da Guarda Costeira, responsável pelas operações.
Diferentemente da Marinha dos EUA, a Guarda Costeira pode executar ações de aplicação da lei, incluindo a apreensão de embarcações sancionadas pelos EUA.
No início do mês, o presidente Donald Trump ordenou o bloqueio de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela, intensificando a pressão sobre o presidente venezuelano Nicolás Maduro.
Nas últimas semanas, a Guarda Costeira capturou dois petroleiros perto da Venezuela. Após a primeira apreensão, em 10 de dezembro, a procuradora-geral dos EUA, Pam Bondi, divulgou um vídeo de 45 segundos mostrando helicópteros se aproximando da embarcação e indivíduos armados descendo de rapel no navio.
Créditos: R7