Lula destaca avanços sociais e defende fim da escala 6×1 no trabalho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou, na noite da quarta-feira (24/12), véspera do Natal, que o Brasil encerra um ano “histórico e difícil” com conquistas sociais e econômicas. Ele anunciou que vai trabalhar para eliminar a escala 6×1 no trabalho, que consiste em seis dias trabalhados seguidos de um dia de descanso sem redução no salário. “Não é justo que alguém trabalhe seis dias e tenha apenas um para descansar, cuidar da família e viver”, afirmou.
Segundo Lula, o país saiu do mapa da fome graças à retomada do Bolsa Família, valorização do salário mínimo, apoio à agricultura familiar e geração de empregos. “Encontramos o Brasil com 33 milhões de pessoas passando fome. Hoje, o povo brasileiro é o grande vencedor”, declarou.
O presidente afirmou que mais de dois milhões de pessoas saíram do Bolsa Família em 2024 em razão da melhora de renda. Ele também destacou o programa Pé de Meia, que ajudou jovens a continuarem na escola, além dos programas Gás do Povo e Luz do Povo, voltados para as famílias de menor renda.
Lula ressaltou o retorno do programa Minha Casa, Minha Vida, com ampliação para a classe média, e antecipou a chegada do Reforma Casa Brasil. Recordou a transposição do Rio São Francisco e afirmou que obras do Novo PAC estão presentes em milhares de cidades.
Ele comemorou a “melhor taxa de desemprego da história”, a renda média recorde e o crescimento do emprego com carteira assinada. Observou ainda que a inflação acumulada nos últimos quatro anos será “a menor de todos os tempos”.
Outro ponto mencionado foi o fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, medida que, segundo ele, dará mais fôlego ao orçamento das famílias a partir de janeiro.
Sobre a pauta trabalhista, Lula disse que pretende liderar o debate para acabar com a escala 6×1 sem redução salarial. “Seguiremos combatendo o privilégio de poucos para garantir o direito de muitos”, declarou.
O presidente finalizou sua mensagem desejando Feliz Natal e destacou que o Brasil “voltou a sonhar”.
Créditos: Correio Braziliense