Internacional
09:06

EUA lançam ataques contra Estado Islâmico no noroeste da Nigéria, diz Trump

Os Estados Unidos realizaram ataques contra o grupo Estado Islâmico (EI) no noroeste da Nigéria, região atingida por uma insurgência prolongada.

As forças americanas atingiram campos controlados pelo grupo no estado de Sokoto, na fronteira da Nigéria com o Níger. Uma avaliação inicial indica múltiplas mortes, segundo o Exército dos EUA.

O presidente Donald Trump qualificou os ataques como “poderosos e mortais” e referiu-se ao grupo como “escória terrorista”, acusando-o de atacar e matar cruelmente, principalmente cristãos inocentes.

O ministro das Relações Exteriores da Nigéria, Yusuf Maitama Tuggar, afirmou tratar-se de uma operação conjunta e negou que tenha relação com qualquer religião específica.

Embora não tenha citado o EI em sua declaração, Tuggar disse que a ação foi planejada há bastante tempo e contou com informações de inteligência fornecidas pela Nigéria.

O ministro não descartou possíveis novos ataques, dependendo das decisões das lideranças dos dois países.

Trump afirmou em sua postagem no Truth Social que, sob sua liderança, os EUA não permitiriam a prosperidade do terrorismo islâmico radical.

Em novembro, ele já havia ordenado preparação militar para ação na Nigéria contra grupos militantes islâmicos, sem especificar os assassinatos mencionados na ocasião. Alegações recentes falam em genocídio contra cristãos no país, circulando em setores de direita nos EUA.

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, manifestou gratidão pela cooperação do governo nigeriano.

Um vídeo divulgado pelo Departamento de Defesa norte-americano mostra o lançamento de um míssil de um navio militar.

Na Nigéria, o Ministério das Relações Exteriores declarou que o país mantém uma cooperação estruturada em segurança com parceiros internacionais, incluindo os EUA, para enfrentar o terrorismo e o extremismo violento.

Essa colaboração permitiu ataques aéreos precisos contra alvos terroristas no noroeste do país.

Monitoramento da violência indica que não há evidências de que cristãos estejam sendo mortos em maior proporção que muçulmanos, já que a população nigeriana é quase equilibrada entre as duas religiões.

Um assessor do presidente Bola Tinubu ressaltou que qualquer ação militar contra grupos jihadistas deve ser realizada conjuntamente. A Nigéria aceita ajuda dos EUA, mas mantém sua soberania.

Ele destacou ainda que os jihadistas atacam pessoas de todas as religiões ou sem religião, sem foco exclusivo em um grupo religioso.

Tinubu enfatizou a existência de tolerância religiosa no país e afirmou que os problemas de segurança afetam pessoas de todas as crenças e regiões.

Trump declarou anteriormente a Nigéria como “país de especial preocupação”, alegando uma ameaça existencial à população cristã e citando milhares de mortos, sem apresentar provas.

Essa designação do Departamento de Estado americano acarreta sanções aos países envolvidos em graves violações à liberdade religiosa.

Após o anúncio, o governo nigeriano reforçou o compromisso de trabalhar com os EUA e a comunidade internacional para proteger pessoas de todas as religiões.

Grupos jihadistas como Boko Haram e a Província do Estado Islâmico na África Ocidental têm causado destruição no nordeste da Nigéria por mais de uma década, com milhares de mortos, a maioria muçulmana, aponta o grupo Acled, que analisa violência política.

No centro do país, confrontos entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos pelo acesso a recursos naturais também provocam mortes de ambos os lados, segundo grupos de direitos humanos, sem evidências de ataques desproporcionais contra cristãos.

Na semana passada, os EUA também realizaram um ataque significativo contra o EI na Síria, com apoio aéreo de aeronaves jordanianas.

Em resumo, a operação americana na Nigéria é uma ação conjunta que visa combater o terrorismo islâmico radical e sua ameaça à segurança regional.

Créditos: g1

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