China inicia grandes exercícios militares ao redor de Taiwan
O exército da China mobilizou unidades da marinha, força aérea e mísseis para realizar amplos exercícios militares ao redor de Taiwan, visando testar a prontidão para o combate e enviar um “aviso sério” contra tentativas de independência, conforme anunciado nesta segunda-feira (29).
O governo de Taiwan condenou tais exercícios, classificando-os como uma ação de “intimidação militar”.
Desde 2022, após a visita da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taipei, a China intensificou consideravelmente seus exercícios de cerco a Taiwan. Essa visita representou um forte símbolo de apoio a Taiwan, gerando irritação na liderança de Pequim.
Os exercícios denominados “Missão Justa 2025” são conduzidos pelo Comando do Teatro Oriental da China em cinco áreas oceânicas próximas à ilha, incluindo o Estreito de Taiwan e regiões ao norte, sudoeste, sudeste e leste.
Essas zonas estarão sob restrições de espaço marítimo e aéreo por dez horas, a partir das 8h30, horário local.
Shi Yi, porta-voz do Comando do Teatro Oriental, explicou que as operações focarão em treinamentos de patrulhas de prontidão para combate marítimo e aéreo, tomada de controle abrangente e bloqueio de portos e áreas estratégicas.
Esses exercícios seguem um acordo histórico de US$ 11,1 bilhões em armamentos entre os Estados Unidos e Taiwan, que incluiu sistemas HIMARS, mísseis antitanque, drones de patrulha, obuses e softwares militares.
O contexto inclui ainda a insatisfação de Pequim com fala da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, que afirmou que o Japão poderia reagir militarmente caso a China tentasse tomar Taiwan pela força.
Shi destacou que o exercício é um “aviso sério” às forças separatistas da independência de Taiwan e às influências externas, qualificando a ação como legítima e necessária para proteger a soberania e a unidade nacionais.
O Partido Comunista Chinês reivindica Taiwan, uma ilha autônoma e democrática, como parte de seu território, apesar de nunca ter exercido controle sobre ela.
Em resposta, Karen Kuo, porta-voz da presidência de Taiwan, afirmou que os exercícios comprometem gravemente a segurança e estabilidade do Estreito de Taiwan e da região do Indo-Pacífico, desafiando as leis e ordem internacionais.
Ela condenou o desrespeito das autoridades chinesas às normas internacionais e seu recurso à intimidação militar para ameaçar países vizinhos.
Créditos: CNN Brasil