Zelensky quer garantias de segurança por até 50 anos, EUA oferecem 15
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou que os Estados Unidos propuseram garantias de segurança por 15 anos, mas Kiev busca proteção que dure até 50 anos. Essas garantias são indispensáveis para que a Ucrânia suspenda a lei marcial, instituída desde o início do conflito com a Rússia.
Em coletiva de imprensa após o encontro com o ex-presidente americano Donald Trump, Zelensky explicou que, embora a proposta dos EUA seja sólida, o prazo de 15 anos é considerado insuficiente. O presidente ucraniano deseja garantias maiores, entre 30 e 50 anos.
A suspensão da lei marcial na Ucrânia, que impede homens de 25 a 60 anos de deixar o país devido ao recrutamento, depende do fim do conflito com a Rússia e da confirmação dessas garantias de segurança. Zelensky ressaltou que sem tais garantias, não é possível considerar que a guerra tenha terminado, pois o risco de nova agressão persiste.
Após o encontro em Mar-a-Lago, EUA e Ucrânia afirmaram que um acordo de paz está próximo, com 95% dos pontos resolvidos, segundo Trump, restando alguns detalhes sensíveis, entre eles a questão sobre a cessão territorial à Rússia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, confirmou que o acordo está mais perto do que nunca, porém o governo russo mantém resistência à presença de tropas internacionais na Ucrânia e exige a entrega da região do Donbass.
Zelensky declarou que qualquer acordo de paz deve ser assinado por quatro partes: EUA, Ucrânia, Europa e Rússia, e defendeu a permanência de tropas estrangeiras na Ucrânia como parte das garantias básicas de segurança.
Novas reuniões com representantes americanos estão previstas, e aliados europeus se reunirão em Paris para discutir garantias de segurança, incluindo integrantes da “Coalizão dos Voluntários”, grupo que apoia Kiev.
Sobre um possível encontro direto entre Zelensky e Putin, ainda não há confirmação, embora Trump tenha afirmado que isso seria possível.
Zelensky destacou a contradição nas atitudes de Putin, que diz querer acabar com a guerra, mas continua com ataques e promove ações militares, mostrando que suas ações não condizem com seu discurso pacífico.
Créditos: O Globo