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Turistas relatam assédio e cobranças abusivas em Porto de Galinhas

Um casal de turistas sofreu agressões em Porto de Galinhas, evidenciando uma prática recorrente e criticada por visitantes na praia do município de Ipojuca (PE). Trata-se do destino mais procurado de Pernambuco, recebendo cerca de 1,5 milhão de turistas anualmente.

Diversos relatos apontam para experiências negativas durante visitas à praia. As queixas incluem ofensas verbais, assédio intenso por parte de comerciantes, venda casada, preços elevados e falta de clareza nas tarifas oferecidas na faixa de areia.

Fóruns e páginas especializadas em turismo destacam a beleza natural do local, enquanto criticam o atendimento na orla. Autoridades municipais e estaduais comunicam que ações estão em curso para minimizar o assédio e regulamentar os serviços e locação de equipamentos.

O visitante Pablo Quintana, de Goiás, comentou que, ao chegar, os turistas são abordados prontamente por barraqueiros que oferecem aluguel de cadeiras e guarda-sóis. Ele ressaltou a ausência de valores fixos e a prática de condicionar o aluguel ao consumo mínimo de produtos, cujos preços são altos, a partir de R$ 100.

Pablo também destacou o sentimento de dependência diante dessa situação e a falta de policiamento, pois não observou segurança na praia nem na vila comercial.

Aline Pedrosa, de Maceió, relatou seu passeio em janeiro de 2023 com amigos e o marido, explicando que foram assediados e acabaram escolhendo uma barraca. Ela descreveu uma situação de conflito relacionada à conta, na qual foi cobrada uma consumação mínima de R$ 80. Ao questionar o valor, foram xingados pelo atendente, situação que a marcou apesar de ela ter gostado da praia.

Um habitué do Recife preferiu não se identificar, afirmando que o espaço para posicionar cadeiras e guarda-sóis próprios é restrito, e que comerciantes ocupam a faixa de areia cedo, impossibilitando colocação próxima a eles sem reclamações.

A governadora Raquel Lyra (PSD) anunciou medidas para ordenar o comércio, prevendo a atuação do Procon, Defesa do Consumidor, Guarda Municipal e Polícia para proteger turistas e moradores do assédio na região.

O secretário de Turismo de Ipojuca, Deomaci Ramos, declarou que a prefeitura atua continuamente no enfrentamento de assédio e cobranças abusivas, ampliando a fiscalização e realizando responsabilizações legais quando há irregularidades.

Turistas e moradores podem registrar ocorrências e denúncias por meio do Centro Integrado de Defesa Social Municipal (Cidem), disponível 24h, ou pelo aplicativo Rede Ipojuca.

Sobre o caso das agressões, as barracas envolvidas foram suspensas por uma semana, e os funcionários afastados até investigação concluir. O prefeito Carlos Santana pediu desculpas públicas, assim como representantes do setor turístico local.

O episódio ocorreu no último sábado, quando os turistas Johnny Andrade Barbosa e Claiton Zanatta, de Cuiabá, foram agredidos após discussão sobre a conta de aluguel de equipamentos. Eles afirmaram que o valor acordado era R$ 50, mas foram cobrados R$ 80. Comerciantes afirmaram que o casal negou o pagamento, alegando o acesso público ao local.

A governadora informou que 14 pessoas foram identificadas e serão indiciadas por lesão corporal.

Créditos: UOL

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