Réveillon em Copacabana reúne 2,6 milhões e enfrenta desafios no mar e transporte
O réveillon em Copacabana atraiu cerca de 2,6 milhões de pessoas, incluindo cariocas e turistas, celebrando a chegada de 2026. O evento contou com shows marcantes de Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Belo e Alcione, proporcionando momentos emocionantes ao público.
Apesar da animação e dos bons momentos, a festa teve seus desafios. A forte ressaca deixou o banho de mar inviável, o que levou os visitantes a formarem filas nos chuveiros instalados na praia para se refrescarem. O sistema do metrô enfrentou instabilidade pela manhã, causando transtornos na compra de passaportes especiais para o evento, e houve relatos de golpes com venda de bilhetes falsos.
Os artistas proporcionaram apresentações memoráveis. Gilberto Gil e Ney Matogrosso abriram a noite com “Se Eu Quiser Falar com Deus”, em uma parceria que encantou a plateia. Belo chamou Alcione para o palco, a quem chama de madrinha, e juntos emocionaram o público, que cantou sucessos como “Faz Uma Loucura por Mim”, “Sufoco” e “Você Me Vira a Cabeça”.
O evento continua sendo o maior réveillon do mundo, com a praia completamente lotada de ponta a ponta. O sistema de som e os telões espalhados pela orla também receberam elogios dos presentes.
Por conta da ressaca marítima, com ondas de até 2,5 metros, a Defesa Civil alertou para o risco e desaconselhou o banho de mar. Mesmo assim, algumas pessoas se arriscaram nas águas, o que fez o trabalho dos guarda-vidas ser intenso, com dezenas de salvamentos realizados ao longo do dia.
A fiscalização no local detectou pontos sem revista, como na estação Siqueira Campos, e uma torre de observação ficou temporariamente sem policiais, permitindo que visitantes usassem o espaço como um “mezanino” para acompanhar os shows.
Além disso, visitantes montaram barracas de acampamento e banheiros improvisados na areia da praia, mesmo com proibição. Alguns banheiros improvisados chegaram a cobrar valores de até 4 reais, contrastando com a ampla estrutura oficial de banheiros químicos disponibilizada pela prefeitura, que disponibilizou dezenas de cabines ao longo da Avenida Atlântica.
A Secretaria Municipal de Ordem Pública reforçou que acampamentos grandes não são permitidos e que os banheiros improvisados vão contra a estrutura do evento. Após denúncias, agentes da prefeitura desmontaram essas instalações.
Por fim, a concessionária do metrô alertou sobre golpes envolvendo a venda de passaportes por terceiros e o uso de QR codes falsificados, ressaltando a importância de adquirir bilhetes apenas pelos canais oficiais.
Assim, o réveillon de Copacabana manteve a tradição de ser um dos maiores e mais celebrados eventos de Ano Novo no mundo, mesmo diante das adversidades enfrentadas na virada para 2026.
Créditos: O Globo