Explosões em Caracas motivam governo venezuelano a declarar estado de comoção
Na madrugada de sábado, 3 de janeiro de 2026, uma série de explosões foi ouvida em Caracas, capital da Venezuela. Logo após, o governo venezuelano acusou os Estados Unidos de uma “agressão militar”.
Em comunicado oficial, o governo informou que os ataques também atingiram os estados de Miranda, Aragua e La Guaira, afetando tanto alvos civis quanto militares. Segundo a nota, a intenção americana seria o controle das reservas de petróleo e minerais venezuelanas.
Ao menos sete explosões foram percebidas numa janela de 30 minutos em Caracas, conforme relatos da Associated Press. Moradores de diferentes regiões relataram tremores, ruídos de aeronaves e correria pelas ruas. Parte da cidade, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, ficou sem energia.
Vídeos nas redes sociais mostraram colunas de fumaça emergindo de instalações militares na capital, além de aeronaves voando a baixa altitude sobre a cidade.
O presidente Nicolás Maduro convocou a mobilização das forças sociais e políticas do país e assinou um decreto instituindo o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, com o objetivo de proteger os direitos da população, garantir o funcionamento das instituições republicanas e iniciar uma luta armada imediata.
Em novembro, reportagens internacionais indicaram que os Estados Unidos estavam prestes a lançar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela, incluindo ações encobertas para pressionar Maduro.
Desde agosto, os EUA intensificaram a pressão, aumentando para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano e implantando um reforço militar no Caribe. Inicialmente vinculado ao combate ao narcotráfico, o objetivo declarado posteriormente por agentes norte-americanos foi a derrubada do governo Maduro.
Conversas entre Donald Trump e Nicolás Maduro ocorreram em novembro, mas não avançaram devido à resistência do presidente venezuelano em deixar o poder.
De acordo com o The New York Times, os EUA têm interesse direto no controle das vastas reservas petrolíferas da Venezuela, as maiores do mundo. Nos últimos dias, militares americanos apreenderam navios petroleiros venezuelanos, e Trump impôs bloqueios a embarcações sob sanções, acusando Maduro de roubo.
Créditos: g1