EUA capturam Nicolás Maduro e reforçam influência na Venezuela e na região
Os Estados Unidos realizaram no sábado (3), em Caracas, uma operação militar que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, um evento histórico que altera o equilíbrio político na América Latina.
O presidente americano, Donald Trump, descreveu a ação como uma iniciativa para derrubar um regime acusado de narcotráfico, terrorismo e corrupção, e informou que Washington conduzirá administrativamente a Venezuela até uma transição segura. Trump também alertou para uma possível ofensiva maior caso Delcy Rodríguez, atual líder do país, não colabore.
A cadeia petrolífera venezuelana é um dos principais focos da operação. A Venezuela detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, superior a 300 bilhões de barris, segundo o Oil & Gas Journal. Trump afirmou que empresas americanas investirão bilhões para restaurar a infraestrutura energética, severamente afetada pela má gestão do governo chavista. O objetivo é recuperar as reservas de petróleo que o país teria “devido” aos EUA.
Apesar do potencial, a recuperação da produção não será rápida. A Venezuela produz atualmente cerca de 1 milhão de barris diários, bem abaixo do passado recente. Especialistas indicam que a retomada exigirá estabilidade política, segurança e investimentos vultosos por anos para níveis elevados de produção.
A captura de Maduro representa uma perda estratégica para a Rússia, que vê diminuir sua influência nessa região enquanto depende da energia para financiar a guerra na Ucrânia. O aumento provável da oferta venezuelana sob controle americano pode pressionar o mercado global e reduzir as receitas russas.
Além disso, os EUA poderão influenciar as exportações de petróleo para a China, que tem sido o destino de cerca de 80% das exportações recentes da Venezuela. Washington poderá aplicar novas condições sobre essas vendas, ampliando sua capacidade de moldar fluxos energéticos estratégicos na região.
No Oriente Médio, a queda de Maduro é interpretada como um aviso ao Irã da disposição dos EUA em usar força militar contra regimes considerados desestabilizadores e ligados a crimes organizados.
Na América Latina, Cuba enfrenta impacto imediato, pois depende do fornecimento de petróleo venezuelano subsidiado. A interrupção desse fluxo agrava a crise econômica da ilha, com falta de combustível e apagões. Trump declarou não pretender intervir militarmente em Cuba, acreditando que o regime cubano colapsará devido à deterioração econômica e à perda do apoio venezuelano.
Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram levados aos Estados Unidos e enfrentarão acusações de narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e conspiração, conforme documentos judiciais de Nova York. As acusações apontam uso estatal do tráfico de cocaína por mais de duas décadas.
Enquanto isso, em Caracas, a vice-presidente Delcy Rodríguez reivindicou a continuidade do governo chavista e exigiu a libertação imediata de Maduro, classificando a operação dos EUA como ilegal.
Créditos: Gazeta do Povo