Economia
03:07

Bolsas asiáticas sobem após captura de Maduro e impacto no petróleo

As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionadas principalmente por ações do setor de tecnologia e pela volatilidade dos preços do petróleo, enquanto investidores avaliaram as repercussões da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro durante uma intervenção militar dos Estados Unidos.

Apesar do aumento do risco geopolítico por conta desse evento, o mercado manteve o foco no crescimento da inteligência artificial e nas expectativas de novos cortes de juros nos EUA.

Durante a manhã de hoje, os principais índices acionários da região avançaram, destacando-se empresas ligadas a tecnologias. A Bolsa de Tóquio teve alta de 2,8%, com valorização da SoftBank, empresa voltada a investimentos tecnológicos, e da Tokyo Electron, que fabrica equipamentos para semicondutores.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu mais de 2%, impulsionado pelas ações da SK Hynix e Samsung Electronics. Em Taipei, a Bolsa também operou em alta, beneficiada pela valorização de 5% da gigante dos semicondutores TSMC.

Outras bolsas que registraram ganhos foram as de Hong Kong, Xangai, Sydney, Singapura, Wellington e Manila.

O ouro, conhecido como investimento seguro em momentos de incerteza, valorizou-se acima de 1%, chegando a US$ 4.400 a onça.

Por outro lado, os preços do petróleo apresentaram oscilações entre alta e baixa, refletindo o impacto da ação militar dos EUA na Venezuela, país que possui as maiores reservas petrolíferas do mundo.

Donald Trump, então presidente norte-americano, afirmou que os Estados Unidos estão no comando da situação na Venezuela e que as empresas americanas seriam responsáveis pela reconstrução da infraestrutura petrolífera do país, atualmente bastante degradada.

Porém, especialistas chamam a atenção para a complexidade dessa recuperação, que exigirá tempo e investimentos consideráveis. Giovanni Staunovo, analista do UBS, ressaltou que “qualquer retomada da produção demandará investimentos substanciais, devido ao estado de deterioração da infraestrutura após anos de má gestão e baixos aportes financeiros.”

Créditos: O Globo

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