Groenlândia exige respeito após nova ameaça de anexação por Trump
Jens Frederik Nielsen, primeiro-ministro da Groenlândia, respondeu firmemente às recentes ameaças de anexação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo respeito ao direito internacional e ao uso dos canais diplomáticos apropriados. Trump reafirmou o desejo de incluir a Groenlândia, uma ilha rica em recursos naturais, como parte do território americano. Essa declaração ocorreu mesmo após apelos das autoridades locais e do governo de Copenhague para a preservação da integridade territorial da ilha.
O governo da Colômbia também condenou as ameaças e críticas feitas por Trump ao seu presidente, Gustavo Petro. Em meio a tensões na região, o presidente americano chegou a sugerir a realização de uma operação militar na Colômbia.
Em mensagem no Facebook, Nielsen afirmou que é hora de acabar com pressões, insinuações e fantasias de anexação, destacando a disposição da Groenlândia para o diálogo desde que respeitados os procedimentos legais internacionais.
Na sequência dessas declarações, a esposa de um assessor da Casa Branca publicou nas redes sociais uma imagem da Groenlândia com as cores da bandeira dos Estados Unidos, indicando uma possível ação iminente.
Paralelamente, os Estados Unidos realizaram um ataque surpresa na Venezuela, capturando o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e transferindo-os para Nova York para julgamento. A incursão militar incluiu bombardeios na capital Caracas e outras regiões.
O embaixador da Dinamarca nos EUA respondeu à postagem dizendo que a relação entre os dois países deve continuar baseada em respeito, incluindo o da integridade territorial do Reino da Dinamarca, do qual a Groenlândia faz parte.
Especialistas veem a operação na Venezuela como um aviso aos aliados dos EUA, diante da intenção de Trump de tomar controle sobre recursos estratégicos, começando pela Groenlândia. Trump já deixou claro o interesse nas reservas petrolíferas venezuelanas, declarando que empresas americanas assumirão a exploração e produção desses recursos.
Em coletiva em sua residência em Mar-a-Lago, Trump destacou que grandes empresas petrolíferas investiriam bilhões para recuperar a infraestrutura do petróleo venezuelano e gerar lucro para os Estados Unidos.
Créditos: O Globo