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15:08

Venezuelanos em Uberlândia dividem esperança e cautela após prisão de Maduro

Um sentimento de esperança misturado com incertezas predomina entre os venezuelanos que vivem em Uberlândia. Conforme dados da Polícia Federal, essa comunidade de imigrantes é a maior na cidade, contando com 1.338 pessoas legalmente registradas entre 101 comunidades.

Na segunda-feira (5), a ONG Refugiados Udi recebeu a visita da TV Integração, onde alguns venezuelanos compartilharam suas opiniões sobre a prisão do presidente Nicolás Maduro, ocorrido no sábado (3), e discutiram o panorama político atual e as perspectivas para o futuro da Venezuela.

Pedro Ramon Rodriguez, técnico em eletrônica, imigrou para o Brasil em 2019 buscando cuidados médicos para sua filha prematura. Inicialmente, sua esposa foi para Boa Vista, depois se mudaram para Goiânia, e atualmente a família está estabelecida em Uberlândia.

Yenifer Mariana Vargas Peralta, dona de casa e cunhada de Pedro, chegou ao Brasil em 2022 para o tratamento cirúrgico do tendão de seu filho. Encaminhada por Pedro sobre o sistema de saúde pública brasileiro, ela decidiu vir e a criança já passou por duas cirurgias em hospitais de Belo Horizonte e Uberlândia. Yenifer está tranquila com essa decisão, embora receosa pelo que ocorre na Venezuela, onde sua família permanece. Ela expressa o desejo de retornar um dia, mas reconhece que ainda é preciso aguardar.

Helen Maibelys Bernal Rodriguez, diarista que trabalhava em uma sapataria na Venezuela, relata a gravidade da crise local, que levou o comércio onde trabalhava a vender frutas devido à falta de dinheiro da população para comprar sapatos. Helen primeiro foi para o Peru, depois para o Maranhão, até chegar em Uberlândia. Ela destaca que o acolhimento recebido é o que mais fez diferença, oferecendo melhores condições de vida. Helen também quer voltar ao país natal e acredita que isso está mais próximo após a prisão de Maduro.

A Secretaria Nacional de Justiça informa que 44 venezuelanos solicitaram refúgio em Uberlândia em 2025. Desses, 25 recebem apoio da organização Refugiados Uberlândia, que funciona como um ponto de chegada temporário para esses imigrantes que chegam à cidade em situação de vulnerabilidade.

Créditos: g1

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