Opinião
15:09

Rodrigo Constantino defende ação americana contra Maduro na Venezuela

Por Rodrigo Constantino

Em poucos minutos, militares dos Estados Unidos entraram na Venezuela e capturaram o ditador Nicolás Maduro, que foi levado para julgamento nos EUA. Esse acontecimento mudou a geopolítica global, mostrando que nenhum país está protegido diante da maior potência militar do mundo.

A China pode oferecer investimentos e parcerias, mas não garante proteção aos seus aliados ditatoriais. Nenhum regime está seguro contra a CIA e as forças americanas.

Outro recado importante é que a Doutrina Monroe voltou a vigorar: a América pertence aos americanos. China, Rússia e Irã não podem controlar o continente como se fosse seu território. A diplomacia tradicional falhou em deter essa influência, mas a postura firme do presidente Trump avisou dos riscos envolvidos.

Isso renovou a esperança dos povos americanos por liberdade e democracia. O Foro de São Paulo sofreu um golpe e está reavaliando sua atuação. O governo Trump trouxe essa perspectiva renovada.

A captura de Maduro dividiu opiniões: opositores da intervenção americana logo se revelaram aliados velados dos socialistas, como os tucanos Aécio Neves e Eduardo Leite, que criticaram a ação enquanto defendem o ditador.

Medidas anteriores contra Maduro — sanções, pressão internacional e ações da ONU — não surtiram efeito. Houve fraude eleitoral e repressão sangrenta, enquanto o mundo assistia. Falar em “diálogo” é dissimulação; Maduro só entende a força, como a ação comandada por Trump demonstra.

Defensores da “soberania” ignoram que não há autonomia para um povo submetido a uma ditadura repressora. Enquanto intelectuais condenam a operação americana, o povo venezuelano celebra nas ruas. Maduro contava com guarda cubana e a China explorava os recursos do país, mostrando a falta de real soberania.

Os próximos passos são incertos. A presidente interina já sinalizou cooperação com os EUA. Marco Rubio e Trump avisaram sobre consequências severas caso se desvie do caminho correto. Os próprios americanos lideram o processo, mas o controle estatal ainda está em mãos chavistas, e um conflito civil precisa ser evitado. A situação é complexa.

Independentemente do que ocorrer, a geopolítica mudou. Trump não é mais considerado um blefador após ações no Irã e na Venezuela. Ele já ameaçou governos socialistas em Cuba e Colômbia. Portanto, todos devem levar suas posições a sério e reconhecer que Rússia e China não podem impedir ações militares americanas no continente.

Há esperança renovada nos povos americanos por liberdade e democracia. Cerca de oito milhões de venezuelanos estão exilados, número sem paralelo nem mesmo na Ucrânia. Muitos já sonham em retornar.

É incerto se isso será possível, mas a queda de Maduro foi um passo essencial e histórico para qualquer defensor da democracia. Quem critica pode alegar ser democrata, mas defende na prática ditaduras comunistas.

Créditos: Gazeta do Povo

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