Em audiência em NY, Nicolás Maduro se declara inocente e mantém presidência da Venezuela
Em audiência realizada em Nova York, Estados Unidos, Nicolás Maduro declarou-se inocente das acusações que enfrenta.
Durante o depoimento, Maduro afirmou continuar sendo o presidente legítimo da Venezuela e se considerou um homem decente. Sua esposa, Cília Flores, também se declarou inocente perante a justiça americana.
O julgamento ocorre sob a supervisão do juiz distrital Alvin Hellerstein, de 92 anos, responsável pelo processo desde 2020. Ao abrir a audiência, Hellerstein ressaltou seu papel em garantir a imparcialidade judicial e solicitou que Maduro confirmasse sua identidade.
O líder venezuelano foi informado das quatro acusações contra ele, incluindo conspiração por narcoterrorismo. Durante todo o julgamento, Maduro respondeu em espanhol por meio de um intérprete.
Maduro mencionou ter sido capturado em sua residência, mas foi interrompido pelo juiz, que indicou não ser o momento para tratar de questões legais.
Fontes internacionais informaram que Maduro estava vestindo sapatos laranja, calça bege e camisa laranja com uma camiseta preta por cima, vestimenta padrão para detidos nos Estados Unidos. Além disso, usava fones de ouvido para acompanhar a sessão pelo intérprete.
Esta primeira audiência é uma audiência de custódia, na qual o juiz apresenta as acusações, assegura o direito à defesa e pergunta se o réu se declara culpado ou inocente, marcando o início formal do processo judicial.
Espera-se que o juiz decida pela manutenção da prisão preventiva de Maduro e Cília Flores até o julgamento.
Ainda não há previsão para a data do julgamento, que pode levar meses ou até um ano para avançar, segundo veículos americanos como o The New York Times.
Nicolás Maduro será representado pelo advogado americano Barry Pollack, experiente em casos judiciais complexos e atualmente defensor de Julian Assange, fundador do WikiLeaks.
Nesta audiência, Nicolas Maduro ouviu formalmente as quatro acusações que lhe são imputadas, incluindo narcoterrorismo.
Créditos: CBN Globo