María Corina Machado promete voltar à Venezuela ‘o mais rápido possível’
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou em entrevista à Fox News na segunda-feira (5) que pretende retornar ao país “o mais rápido possível”.
Machado está proibida de viajar há dez anos. Ela se manteve escondida na Venezuela por mais de um ano, mas viajou a Oslo, na Noruega, em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz, retornando ainda naquele mês.
Após a captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que Machado “não tem apoio interno nem respeito” para liderar a Venezuela e que os EUA são os que controlam o país.
Machado revelou que teve a última conversa com Trump em 10 de outubro, data em que foi anunciado seu Nobel da Paz.
Stephen Miller, assessor sênior da Casa Branca, também rejeitou pedidos para que Washington colocasse Machado como líder da Venezuela, afirmando em 6 de janeiro que seria “absurdo e ridículo” trazê-la repentinamente ao comando do país, pois os militares venezuelanos não a reconheceriam como legítima.
Os Estados Unidos têm, em vez disso, cooperado com Delcy Rodríguez, presidente interina e aliada de Maduro, que prometeu colaborar.
Enquanto isso, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, permanecem detidos em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações relacionadas ao narcotráfico.
O líder chavista participou de sua primeira audiência na segunda-feira (5), quando declarou-se inocente de todas as acusações.
Créditos: CNN Brasil