Internacional
12:09

EUA tentam apreender petroleiro venezuelano escoltado por submarino russo

A Guarda Costeira e o Exército dos Estados Unidos realizam nesta quarta-feira (7) uma operação para apreender o petroleiro venezuelano Marinera, que navega sob bandeira russa, conforme revelou a agência Reuters. Nos últimos dias, o navio tem sido escoltado por um submarino russo, segundo a mídia norte-americana.

Fontes da Associated Press informam que tropas dos EUA embarcaram no petroleiro, enquanto a Reuters reporta que a apreensão está ainda em andamento, com escolta de um submarino e um navio de guerra russos.

A emissora russa RT, ligada ao Kremlin, publicou imagens de um helicóptero supostamente tentando desembarcar tropas na embarcação. Segundo o canal, a aeronave pertence aos Estados Unidos.

A Rússia posicionou um submarino e outras embarcações para proteger o petroleiro, que os EUA interceptaram no final de dezembro e tentam apreender desde então. Naquela ocasião, o navio estava próximo à Venezuela, mas fugiu rumo ao Oceano Atlântico. Originalmente chamado Bella 1, com bandeira panamenha, o petroleiro foi renomeado Marinera e agora navega sob jurisdição russa.

A perseguição se insere na campanha de pressão dos EUA contra o governo venezuelano, identificado como alvo de sanções. Em dezembro, o presidente norte-americano Donald Trump impôs um “bloqueio total” aos petroleiros venezuelanos e já houve a apreensão de duas embarcações em 2025.

Mesmo que a apreensão desta quarta não tenha sucesso, o episódio pode intensificar as tensões entre EUA e Rússia. O Kremlin já fez um pedido formal à Casa Branca para que cesse a perseguição ao navio.

Até o momento da última atualização da reportagem, nem os governos dos EUA nem o da Rússia comentaram oficialmente a operação.

Este petroleiro foi visto recentemente no Oceano Atlântico Norte, próximo à Islândia, conforme mostram sites de rastreamento marítimo.

Os Estados Unidos acusam o Marinera de navegar sob bandeira falsa e transportar petróleo venezuelano para aliados do regime chavista, liderado por Delcy Rodriguez, sucessora de Nicolás Maduro. A Casa Branca afirma que abordar uma embarcação com bandeira falsa não infringe o direito internacional.

Na última semana, o Kremlin solicitou formalmente que os EUA suspendam a perseguição ao navio. Nenhuma das partes comentou o assunto até a última atualização.

Recentemente, a Casa Branca determinou às Forças Armadas norte-americanas concentrar esforços em bloquear o petróleo venezuelano nos próximos dois meses.

A interceptação inicial do petroleiro Bella 1 ocorreu em 16 de dezembro, quando ele se aproximava da Venezuela. Contudo, a tripulação resistiu, desviou a rota e fugiu rumo ao Atlântico, levando os EUA a iniciar uma perseguição.

Segundo o jornal The New York Times, o navio vinha do Irã com destino à Venezuela para carregar petróleo. Pouco depois, o navio tentou obter proteção da Rússia, pintando uma bandeira russa em seu casco e informando à Guarda Costeira dos EUA que navegava sob aquela autoridade.

Desde então, o petroleiro aparece nos registros oficiais como de propriedade russa, com o novo nome Marinera e origem em Sochi, cidade russa no Mar Negro.

Em dezembro, a Guarda Costeira dos EUA interceptou outros dois petroleiros no Caribe, ambos transportando petróleo venezuelano. Essa crescente pressão coincide com uma forte presença militar norte-americana na região, incluindo mais de 15 mil soldados, um porta-aviões, 11 navios de guerra e caças F-35, usados para reforçar as sanções econômicas.

Créditos: g1

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