Colombianos protestam contra ameaça militar dos EUA e apoiam Petro
Em imagens nas redes sociais, um palanque foi erguido na Plaza Bolívar, em Bogotá, onde o presidente Gustavo Petro deve falar à população.
Colombianos se reuniram em Bruxelas na quarta-feira (7.jan.2025) para apoiar o presidente Petro, em um movimento que responde à ameaça de ataque dos Estados Unidos à Colômbia.
Na segunda-feira (5.jan), o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que poderia haver uma operação militar no país colombiano, afirmando que “soa bem”. A fala veio dois dias após um ataque à Venezuela que culminou na captura do presidente deposto Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
Trump também chamou Petro de “um homem doente que gosta de fabricar cocaína e vendê-la aos Estados Unidos, e não fará isso por muito tempo”, em declaração no domingo (4.jan).
Nas redes sociais, fotos mostram um palanque na Plaza Bolívar com civis portando a bandeira colombiana.
Nas ruas, protestantes exibiram cartazes criticando o presidente americano, usando termos como “ladrãozinho, miserável e pedófilo” para associar a Trump.
Petro, por sua vez, questionou nas redes sociais as sanções aplicadas a ele e sua família pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos EUA (Ofac). Ele também negou as acusações americanas de envolvimento com Maduro em narcotráfico. O presidente colombiano está sob sanções desde outubro de 2025, com a justificativa de ligação com tráfico de drogas.
Na terça-feira (6.jan), Petro sugeriu que o governo dos EUA quer transformar países latino-americanos em colônias.
“Se você ler os primeiros parágrafos da política de segurança nacional, entenderá que a Doutrina Monroe visa a tornar as nações soberanas da América Latina novamente em colônias”, escreveu ele no X.
Ele acrescentou que essa política viola o direito internacional e comparou-a à doutrina usada por Hitler que causou duas guerras mundiais.
No início da semana, Petro pediu à população colombiana que tome o poder em cada município para defender o país contra atos ilegítimos de violência.
“Tenho enorme fé no meu povo, e é por isso que lhes pedi que defendam o presidente contra qualquer ato ilegítimo de violência. A maneira de me defenderem é tomar o poder em cada município. A ordem para as forças de segurança não é atirar contra o povo, mas contra os invasores”, disse o presidente.
Créditos: Poder360