Distrito Federal reforça segurança para atos do 8 de janeiro em Brasília
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal anunciou, nesta quarta-feira (7), o reforço no esquema de segurança na Praça dos Três Poderes, em Brasília, para as manifestações que marcarão o terceiro aniversário dos ataques golpistas de 8 de janeiro.
Conforme informou a pasta, a Polícia Militar do Distrito Federal organizou uma estrutura de comando e controle no local, ampliou o policiamento ostensivo e mantém tropas especializadas prontas para intervenção, se necessário.
O objetivo dessa ação é intensificar o monitoramento e o intercâmbio de informações, diminuir o tempo de resposta e fortalecer as medidas preventivas para garantir a segurança dos participantes e o bom andamento do evento.
Em comunicado, a secretaria ressaltou que poderão ser aplicadas medidas de intervenção viária de acordo com a avaliação dos riscos, incluindo bloqueios pontuais, além de eventuais abordagens e revistas de mochilas.
O isolamento da Esplanada dos Ministérios, sob a responsabilidade da Polícia Militar, começará às 0h01 do dia 8 de janeiro de 2026 e seguirá até o término das atividades.
Diferente dos anos anteriores, não haverá presença popular dentro da Praça dos Três Poderes. As manifestações acontecerão nos arredores do local, que atualmente passa por reformulação.
Para isso, o Planalto bloqueou a Via N1, que é a entrada para a sede do governo, um procedimento utilizado em situações especiais, como a recepção de chefes de Estado estrangeiros e os desfiles de 7 de setembro.
Na sede do governo, foram instalados dois telões e caixas de som para que as pessoas que acompanham da rua possam assistir à cerimônia oficial com o presidente, realizada no salão principal do Palácio.
Entre os grupos que marcarão presença estão as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, tradicionalmente ligadas a movimentos de esquerda. As principais centrais sindicais, o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e o MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores) também devem participar.
Em 8 de janeiro de 2023, as sedes dos Poderes foram alvo de ataques por grupos que repudiavam a vitória de Lula sobre Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais do ano anterior.
A reação contra essas depredações uniu a liderança do país em apoio ao chefe do governo na época. Contudo, nos anos seguintes, essa unidade política diminuiu.
Créditos: Folha de S.Paulo