Trump diz que Irã busca liberdade e EUA estão prontos para ajudar
Donald Trump declarou que o Irã está “buscando a liberdade” e que os Estados Unidos estão “prontos para ajudar” em meio aos protestos no país.
Na sexta-feira, o presidente americano já havia afirmado que os EUA poderiam intervir caso o regime iraniano reprimisse manifestantes pacíficos com violência.
Os protestos no Irã já causaram pelo menos 72 mortes e 2.300 prisões, conforme dados da entidade americana Human Rights Activists News Agency.
O governo iraniano acusa os Estados Unidos de instigar os protestos, mas Washington nega, classificando as acusações como “delirantes”.
O Irã enfrenta a maior onda de manifestações desde 2009, com aumento na repressão governamental e bloqueio total da internet em todo o país.
Desde o final de 2025, os protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei têm se intensificado em escala e violência. Em pronunciamento transmitido pela TV estatal na sexta-feira (9), Khamenei afirmou que seu governo “não vai recuar” e chamou os manifestantes de “vândalos” e “sabotadores”.
Ali Larijani, conselheiro do aiatolá e chefe da principal agência de segurança iraniana, declarou que o país está “em plena guerra” e que alguns “incidentess” foram “orquestrados no exterior”.
A repressão ao movimento aumentou neste sábado, segundo a agência AFP. O país está sem internet há 48 horas, após um apagão nacional imposto pelas autoridades, conforme a ONG de cibersegurança Netblocks.
O movimento atual é o maior desde os protestos de 2022, depois da morte de Mahsa Amini, que foi presa supostamente por violar o código de vestimenta feminino.
As manifestações ganham força num momento de fragilidade do Irã, que enfrenta conflitos com Israel e dificuldades entre aliados regionais. Em setembro, a ONU também restabeleceu sanções relacionadas ao programa nuclear iraniano.
Donald Trump publicou suas declarações em 10 de janeiro de 2026, reforçando a posição dos Estados Unidos frente à crise no Irã.
Créditos: g1