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EUA discutem possível ataque ao Irã por repressão a protestos, diz WSJ

Autoridades dos Estados Unidos mantiveram discussões iniciais sobre um possível ataque ao Irã, caso o presidente Donald Trump decida agir contra as mortes de manifestantes no país, conforme fontes do jornal Wall Street Journal.

Essas fontes destacaram que as conversas estão em fase preliminar e fazem parte do planejamento, sem indicativos de um ataque iminente.

Segundo o jornal, uma das alternativas consideradas seria um ataque aéreo em larga escala a diversos alvos militares iranianos. Ainda não há consenso sobre qual medida os EUA deveriam tomar, e não houve deslocamento de equipamentos militares ou tropas para se prepararem para tal ação, informou uma outra fonte ao WSJ.

No sábado (10), o presidente Trump expressou seu apoio aos manifestantes iranianos em sua rede social Truth Social, afirmando: “O Irã está olhando para a LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!”

Trump afirmou repetidamente a intenção de intervir diante das mortes de manifestantes no Irã nos últimos dias, dizendo na sexta-feira: “Se eles começarem a matar pessoas como fizeram no passado, nós nos envolveremos. Isso não significa tropas em solo, mas significa atingi-los com muita, muita força onde dói.”

Autoridades iranianas acusam os EUA de encorajarem os protestos e avisaram que podem reforçar a repressão contra as maiores manifestações contra o governo dos últimos anos. A Guarda Revolucionária culpou “terroristas” pelos distúrbios e prometeu proteger o regime dos aiatolás.

Desde o começo da onda de protestos, há duas semanas, 78 manifestantes morreram e mais de 2.600 foram detidos, segundo o grupo iraniano de direitos humanos HRANA, com sede nos Estados Unidos.

Em resposta aos protestos, autoridades do Irã bloquearam o acesso à internet, aumentando o receio de uma intensificação da repressão durante o apagão.

“Os apagões nacionais tendem a ser a estratégia preferida do regime quando a força letal está prestes a ser usada contra os manifestantes”, afirmou Alp Toker, diretor da organização de vigilância de cibersegurança NetBlocks, à CNN. “O objetivo é impedir a divulgação de notícias sobre o que está acontecendo e limitar o escrutínio internacional.”

Apesar da repressão e do bloqueio da internet, relatos de novos protestos continuam surgindo em Teerã e outras cidades.

*Com Reuters e CNN internacional

Créditos: CNN Brasil

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