Internacional
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Guarda Revolucionária do Irã declara linha vermelha na segurança do país

A Guarda Revolucionária do Irã declarou neste sábado (10) que a proteção da segurança nacional é uma “linha vermelha” para o país. Os militares prometeram defender a propriedade pública enquanto o governo intensifica o controle dos protestos mais amplos dos últimos anos.

As declarações ocorreram após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitir um novo alerta aos líderes iranianos na sexta-feira (9). No sábado, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “Os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irã”.

Segundo a agência HRANA (Human Rights Activists News Agency), sediada nos EUA, ao menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas nas manifestações contra o regime.

Os protestos permanecem ativos durante a noite. A mídia estatal informou que um prédio municipal em Karaj, ao oeste de Teerã, foi incendiado, atribuindo o ato a “manifestantes violentos”.

A TV estatal exibiu imagens dos funerais de membros das forças de segurança que teriam sido mortos nos protestos nas cidades de Shiraz, Qom e Hamadán.

As manifestações, que começaram há duas semanas por causa da alta inflação, se tornaram políticas, com os participantes exigindo o fim do regime islâmico.

As autoridades iranianas acusam os EUA e Israel de promoverem os distúrbios. Organizações de direitos humanos registraram dezenas de mortes de manifestantes.

Além disso, o governo mantém o bloqueio da internet.

Uma testemunha no oeste do Irã relatou por telefone que a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica) está mobilizada e efetuando disparos na área, preferindo permanecer anônima por segurança.

Em comunicado divulgado pela TV estatal, a IRGC afirma que “terroristas” atacaram bases militares e policiais nas últimas duas noites, causando mortes de civis e membros das forças de segurança, além de incêndios em propriedades.

A organização destacou que proteger as conquistas da Revolução Islâmica de 1979 e garantir a segurança nacional é uma “linha vermelha” e indicou que a continuidade da situação atual é inaceitável.

As Forças Armadas, que operam separadamente da Guarda Revolucionária, mas também estão sob comando do Líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, anunciaram que irão proteger os interesses nacionais, a infraestrutura estratégica e os bens públicos do país.

Em meio a uma oposição fragmentada ao regime no país, o filho do último xá do Irã, deposto na Revolução de 1979, apareceu como uma voz relevante no exterior, incentivando os protestos.

Créditos: CNN Brasil

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