Prefeito do Rio avalia tabelar preços do comércio nas praias após denúncias
Após denúncias sobre preços abusivos nas praias do Rio de Janeiro, como o aluguel de uma espreguiçadeira por R$ 100, o prefeito Eduardo Paes anunciou que irá estudar a possibilidade de tabelar os preços do comércio nas areias. A medida poderá se inspirar nos modelos adotados em Tel Aviv, Israel, ou na regulamentação dos táxis no Rio, onde os valores são fixados pela prefeitura.
Paes destacou que alguns comerciantes têm praticado preços exorbitantes neste verão e determinou que as secretarias de Ordem Pública e Defesa do Consumidor iniciem estudos para avaliar a viabilidade do tabelamento nas praias. O prefeito também ressaltou que qualquer comércio na orla carioca só pode funcionar mediante autorização da prefeitura, incluindo barraqueiros, aluguel de cadeiras e quiosques, que são permitidos ou concedidos pelo município.
A ideia de aplicar regras semelhantes às de Tel Aviv surgiu a partir de fotos enviadas ao prefeito pelo vereador Flavio Valle (PSD), que também é autor de um projeto de lei para instituir o Estatuto da Orla e propõe uma regulamentação unificada para os serviços oferecidos nas praias. Paes afirmou que, embora prefira o livre mercado, diante dos abusos observados alguma ação deve ser tomada.
Nos comentários à publicação de Paes, moradores apoiaram a iniciativa, relatando casos de preços abusivos e dificuldades para negociar valores justos. Um comerciante da barraca Paraíso Leblon, no posto 12 da orla, respondeu à prefeitura afirmando que a maioria dos estabelecimentos da Zona Sul utiliza um sistema de gestão digital transparente e exibe tabela de preços visível, o que inviabiliza aumentos arbitrários ou diferenciação por clientes.
O jornal O Globo realizou uma pesquisa nas praias de Ipanema, Copacabana, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. A água de coco varia entre R$ 10 no Recreio a R$ 12 em Ipanema, e o aluguel de cadeiras na Zona Sul e Sudoeste fica entre R$ 15 e R$ 20. O guarda-sol em Ipanema pode custar entre R$ 25 e R$ 50. Esses valores são para uso das peças e não contabilizam consumação.
Segundo a Prefeitura do Rio, os barraqueiros devem fixar em suas barracas uma tabela com todos os preços praticados, porém os valores não são determinados pelo município atualmente. Consumidores que se sentirem lesados podem buscar atendimento na Central 1746, no site proconcarioca.prefeitura.rio ou junto a agentes de fiscalização presentes nas praias.
Créditos: O Globo