Internacional
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Aprovação do acordo Mercosul-União Europeia desafia o unilateralismo dos EUA

O acordo entre Mercosul e União Europeia, aprovado pelo Conselho Europeu, é um passo importante contra o protecionismo e as políticas unilateralistas de Donald Trump, que ameaçam a ordem internacional com seu imperialismo. Enquanto Trump promove tarifas e ameaças para expandir sua influência, o acordo representa um avanço em direção à diplomacia e à cooperação global.

Apesar da necessidade da ratificação pelo Parlamento Europeu e pelos congressos do Mercosul, o pacto já enfrenta resistência de alguns países europeus. A diplomacia brasileira teve papel central para superar barreiras tarifárias e concretizar este acordo, que pode ser uma resposta à “barbárie comercial” promovida pelos Estados Unidos.

Em meio à tensão da reunião em Brasília, na qual se discutia a invasão da Venezuela por Trump, houve referência à ação de Putin na Ucrânia, o que ilustra como a retórica americana tem efeitos colaterais, minando o respeito à integridade territorial de outras nações e dando carta branca para ações da Rússia e da China.

Na quinta-feira, o Conselho Europeu aprovou o acordo com o Mercosul, um contrapeso ao expansionismo de Trump, que declarou guerra tarifária ao mundo e ao Brasil. A diplomacia brasileira garantiu importantes avanços, inclusive com recorde nas exportações e alguns recuos nas tarifas americanas. O pacto, assim, se posiciona contra o unilateralismo americano.

Para entrar em vigor, o acordo ainda precisa ser ratificado pelo Parlamento Europeu e pelos congressos dos países do Mercosul. A França e outros países europeus, como Hungria, Polônia, Áustria e Irlanda, mostraram-se contrários, enquanto a Alemanha apoiou o pacto. Se for aprovado no Brasil, a oposição contrária será vista como oportunismo eleitoral, dado que foi negociada em governos anteriores também contrários.

Em entrevista ao The New York Times, Trump negou a importância do direito internacional, limitando-se à sua moral pessoal, evidenciando-se como um governante perigoso para a ordem global. A Casa Branca descreveu como “vital” o interesse dos EUA em adquirir a Groenlândia, uma expressão reminiscentes das justificativas de Hitler para sua expansão territorial.

A era Trump expõe o imperialismo de forma explícita, sem disfarces. Figuras como Jon Stewart ironizam este comportamento, ressaltando que o presidente americano justifica suas ameaças sobre a Venezuela somente pelo interesse no petróleo, sem alegar causas nobres como liberdade ou autodeterminação.

Líderes como Lula, Claudia Sheinbaum e Gustavo Petro debatem estratégias para enfrentar o poder do “império” americano. Embora não tenham força militar comparável, mantêm a aposta na diplomacia mesmo diante de posturas agressivas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que seguiria ao Paraguai para assinar o acordo União Europeia-Mercosul, formando a maior zona de livre comércio global, um gesto que representa um forte posicionamento da Europa.

Com diplomacia, comércio e cooperação, o mundo pode resistir à barbárie projetada por Trump. Embora o poderio militar americano seja incontestável, a civilização avançou pela cooperação e não pela força bruta. Há esperança de superar a decisão do eleitor americano que levou a esta situação, por meio das instituições, da sociedade americana e das alianças globais pela ordem internacional.

Créditos: O Globo

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