Irã ameaça alvos americanos e israelenses se houver ataque dos EUA
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu que o Irã responderá a eventuais ataques dos Estados Unidos durante os protestos vigentes, atacando alvos militares americanos e israelenses. A declaração, divulgada pela TV estatal, aumenta a tensão entre Teerã e Washington, com a possibilidade de intervenção americana e manifestações espalhadas por várias cidades no Irã.
Neste domingo (11), Ghalibaf afirmou que, caso os EUA lancem um ataque durante a atual onda de protestos, o Irã retaliaria contra objetivos militares e navais dos EUA, além de instalações em Israel. A organização não governamental Iran Human Rights indicou que pelo menos 192 pessoas morreram durante as duas semanas de protestos, as maiores desde 2022, número que superou a estimativa anterior de 51 mortos.
“Se os Estados Unidos realizarem um ataque militar, Israel e as bases e navios militares americanos serão alvos legítimos”, declarou Mohammad Bagher Ghalibaf ao Parlamento iraniano, em fala transmitida pela televisão estatal.
Este pronunciamento ocorre em meio ao aumento das tensões verbais entre Teerã e Washington, enquanto líderes iranianos enfrentam protestos em várias cidades há cerca de duas semanas, motivados pela crise econômica agravada e pelo descontentamento popular com o regime. O presidente dos EUA, Donald Trump, vem ameaçando uma intervenção.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores israelense, Gideon Saar, solicitou que a União Europeia classifique a Guarda Revolucionária do Irã como uma “organização terrorista”, diante de suspeitas de repressão e violência contra manifestantes reportadas por grupos de direitos humanos. O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que essa sempre foi a posição da Alemanha e enfatizou a atual relevância da questão.
Enquanto isso, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian concedeu entrevista que será exibida neste domingo, abordando a situação econômica e outras “demandas do povo”, conforme anunciado pela televisão estatal.
Créditos: O Globo